UNIPAM
Unimed - 1000x200
Sicoob Credicopa
Vera Cruz

PIS/Pasep muda em 2026 e deve reduzir número de beneficiários

Desvinculação do salário mínimo fará o teto do PIS/Pasep crescer menos e restringir beneficiários.
Coopatos
Cresol: Cooperar é Ganhar
Cresol: Onde a Vida Coopera
Pref de Patos de Minas - Serviços Móveis - PI 27725 - Web
Foto: Canva

O Abono Salarial PIS/Pasep, benefício de grande relevância social e econômica destinado a trabalhadores de baixa renda, está prestes a passar por uma alteração estrutural que redefinirá seu alcance. A partir de 2026, entrará em vigor uma nova regra de cálculo que, na prática, promoverá uma restrição gradual no número de beneficiários. Essa mudança, formalizada pela Emenda Constitucional nº 135/2024, levanta importantes questionamentos sobre a sustentabilidade do programa e o futuro dos direitos sociais no Brasil.

O contexto da mudança e a EC nº 135/2024

Historicamente, o direito ao Abono Salarial era concedido aos trabalhadores que, entre outros requisitos, tivessem recebido remuneração mensal média de até dois salários mínimos no ano-base. O limite de renda acompanhava o reajuste do salário mínimo, que considera a inflação (INPC) e o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB).

- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -

Lactowal

A Emenda Constitucional nº 135, promulgada em 20 de dezembro de 2024, integra um pacote fiscal do Governo Federal que busca controlar o crescimento das despesas obrigatórias. A partir de 2026, o critério de renda para acesso ao PIS/Pasep deixará de ser corrigido pelo mesmo índice do salário mínimo.

A mudança é clara:
“A PEC estabelece que, a partir de 2026, esse valor será corrigido apenas pelo INPC, ou seja, não incorporará os ganhos reais do salário mínimo.”

Essa desvinculação é o ponto central da restrição. Enquanto o salário mínimo tende a crescer acima da inflação (ganho real), o teto de renda do Abono Salarial será reajustado somente pela inflação medida pelo INPC.

Restrição gradual e perda do direito

O impacto da EC nº 135/2024 não será a exclusão imediata de beneficiários, mas um processo gradual ao longo dos próximos anos. O governo prevê que, até 2035, o limite de renda se aproxime do equivalente a um salário mínimo e meio.

A principal mudança está na forma de correção do teto de renda. Pela regra antiga, o limite de até dois salários mínimos acompanhava integralmente o reajuste do salário mínimo, incluindo inflação e ganho real. Com a nova sistemática, o teto de renda de 2025 servirá de base, e os reajustes anuais ocorrerão apenas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Na prática, isso significa que trabalhadores que tiverem aumento real de salário — mesmo mantendo o mesmo poder de compra — poderão perder o direito ao benefício. O grupo mais vulnerável à exclusão é composto por trabalhadores cuja remuneração média mensal está entre 1,5 e 2 salários mínimos. À medida que o salário mínimo cresce acima da inflação, o teto de renda, corrigido apenas pelo INPC, ficará estagnado, empurrando esses trabalhadores para fora do programa.

Requisitos inalterados

Os demais requisitos para concessão do Abono Salarial permanecem inalterados:

  1. Estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos.

  2. Ter trabalhado com carteira assinada por, no mínimo, 30 dias no ano-base.

  3. Ter os dados informados corretamente pelo empregador na RAIS ou no eSocial.

Considerações finais

A mudança promovida pela Emenda Constitucional nº 135/2024 representa um novo paradigma para o Abono Salarial. Embora o governo argumente que a medida é necessária para garantir sustentabilidade fiscal e direcionar o benefício aos mais pobres, a desvinculação do salário mínimo pode ser interpretada como uma redução de direitos para uma parcela expressiva da classe trabalhadora.

Diante disso, é fundamental que os trabalhadores acompanhem anualmente a evolução do teto de renda por meio de canais oficiais, como o aplicativo Carteira de Trabalho Digital. A restrição gradual é uma realidade jurídica e econômica que exigirá atenção, planejamento e informação por parte de milhões de brasileiros.

Esse texto é uma produção independente e não representa a opinião do Patos Notícias. A responsabilidade é integral do titular da coluna.

Cemil
Unimed - 728x300
COMENTÁRIOS
José Carlos •

Ele sempre tirou benefício de pobres se vê pelo nordeste onde tem o maior índice de eleitores do Lula e muita gente ver vendo de maneira miserável


Silvio •

Já tá atrasado um ano no pagamento é ainda quer diminuir isso é uma vergonha ta pior que o roubo do INSS depois fala que governa para o povo


Amarildo •

Vocês que colocaram aquele filho da puta Bolsonaro vocês tem e que trabalhar fica querendo mamar na teta do governo vam trabalhar seus vagabundos


Agora quem não votou no lula tem que votar se ele se candidatar pra todos esses burro passa fome nos temos que ajuda eles e completa a cagada não vamos sofre sozinho não tenho certeza que quem vai sofre nas é eles a hora que seca a teta deles


Lilica •

Alguém se surpreendeu com essa notícia? Eles vão tirar todos os nossos direitos, ainda mais que quem recebe até $5.000 estará isento de imposto de renda, no fim, quem paga o pato é quem recebe o mínimo.


Francisco Justino •

Essa culpa não carregou, nunca votei nesse povo que hoje estraga o Brasil. Mas sofro as consequências de quem vota e pago a conta que não devo. Triste assim.


Lucidalva Belo •

Isso é Governo do (povo) isenta de impostos quem ganha até 5.000,00 p mês… mas não vai perder o valorzinho que perdeu dos pobres; então o Governo dos ( pobres) vai tirar o prejuízo às custas dos outros pobres.
Isso é bárbaro… credo


Boa tarde ,e lamentável o que você falam ninguém reclamou da aposentadoria que o último presidente fez está parte do Pis vem do outro governo é fácil acusar o que está na frente não esqueça não gosta do que está na presidência não vote. Fica lamentando não resolver nada somos a voz deste país só escolhemos mal


Os comentários não representam a opinião do Patos Notícias. A responsabilidade pelo conteúdo é integralmente do autor do comentário.

Biografia

Picture of Thiago Alves

Thiago Alves

Thiago Alves é o CEO proprietário do Escritório Thiago Alves Advogados, atuante na comarca a mais de 10 anos, buscando sempre entregar soluções jurídicas de forma estratégica, customizada e eficiente, localizado na Av Mal. Deodoro, 384 - Sobradinho, Patos de Minas - MG.

LEIA TAMBÉM!

AVISO DE ERRO

AdBlock detectado

Percebemos um bloqueador de anúncios ativo. Os anúncios ajudam no financiamento do jornalismo profissional. Por favor, desative para continuar apoiando o nosso trabalho.