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Vai votar domingo? Cuidado para não sair da urna para a cadeia

Venda de voto, boca de urna, transporte irregular e selfie na urna podem gerar punições
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Pref de Patos de Minas - Serviços Móveis - PI 27725 - Web
Foto: Ilustrativa (IA)

No próximo domingo, 4 de outubro, milhões de brasileiros vão às urnas. Em nossa cidade, não será diferente: fila na seção, conversa com o vizinho, cola no bolso.

Aqui, quero alertar você para quatro comportamentos que parecem inofensivos, mas são crimes.

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Lactowal
Divulgação debate

O primeiro é vender o voto. Quase todo mundo sabe que comprar voto é crime. Poucos sabem que vender também é. O Código Eleitoral pune com até quatro anos de reclusão quem promete, por exemplo, uma cesta básica em troca do voto. Mas o eleitor que pede a cesta ou a recebe também pode ser punido com a mesma pena, conforme o artigo 299.

E mais: para que exista o crime, não é necessário que o milheiro de tijolos seja entregue. Basta que o eleitor o peça, ou que o político o ofereça.

O segundo é a boca de urna. No dia da eleição, abordar eleitores para pedir votos, distribuir santinhos ou fazer propaganda de candidato é crime, punido com detenção de seis meses a um ano e multa, conforme o artigo 39, § 5º, da Lei nº 9.504/1997.

O eleitor pode, porém, manifestar sua preferência de forma individual e silenciosa, usando, por exemplo, a bandeira de seu candidato, conforme o artigo 39-A.

O terceiro é a carona com segundas intenções. Da véspera até o dia seguinte à eleição, transportar eleitores para conquistar votos é crime, com pena de quatro a seis anos de reclusão, conforme o artigo 11, inciso III, da Lei nº 6.091/1974.

Evidentemente, levar a própria família para votar não é crime. O que a lei pune é a carona usada como moeda de troca.

O quarto é a selfie com a urna. Quem fotografa ou filma o próprio voto pode responder por violação do sigilo do voto, com pena de até dois anos de detenção, conforme o artigo 312 do Código Eleitoral.

Acima de tudo, lembre-se: o voto é livre. E secreto. Quem o vende, compra ou expõe coloca em risco não só a democracia, mas a própria liberdade.

Esse texto é uma produção independente e não representa a opinião do Patos Notícias. A responsabilidade é integral do titular da coluna.

Cemil
COMENTÁRIOS
Paulo Marcks Marcks Facebook •

Votar em quem mesmo ?
Votar pra quê ?
Passada a eleição ,quem for eleito ,simplesmente desaparece ,e não tá nem aí para o cidadão.
O que importa são as mordomias ,o status ,o foro priveligiado,o salário astronômico.
O cidadão que se lasque.
Muitos candidatos ,pouco conteúdo ,difícil saber qual o menos ruinzinho .


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Biografia

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Thiago Alves

Thiago Alves é o CEO proprietário do Escritório Thiago Alves Advogados, atuante na comarca a mais de 10 anos, buscando sempre entregar soluções jurídicas de forma estratégica, customizada e eficiente, localizado na Av Mal. Deodoro, 384 - Sobradinho, Patos de Minas - MG.

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