
O Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, passou por atualizações significativas entre o final de 2024 e o início de 2026. As mudanças visam aumentar a segurança dos usuários contra fraudes e expandir as funcionalidades de automação para pagamentos recorrentes.
A partir de 2 de fevereiro de 2026, entraram em vigor novas diretrizes com foco no combate ao uso de contas “laranjas” e na dificuldade de atuação de golpistas em dispositivos não autorizados.
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Para garantir que criminosos não utilizem os dados de um usuário em um aparelho desconhecido, o Banco Central estabeleceu limites rigorosos para dispositivos que nunca realizaram transações via Pix, quais sejam: limite de R$ 200,00 por transação e limite diário total de R$ 1.000,00.
Esses limites permanecem ativos até que o usuário realize o cadastro e a validação do novo dispositivo junto à sua instituição financeira. Transações feitas em aparelhos já utilizados anteriormente não sofrem alterações nos limites personalizados.
O Mecanismo Especial de Devolução (MED) foi aprimorado para permitir o rastreamento de valores em múltiplas camadas. Anteriormente, o bloqueio de recursos ocorria apenas na primeira conta que recebia o dinheiro proveniente do golpe. Com o MED 2.0, o sistema passou a identificar e bloquear os valores mesmo quando transferidos para outras contas, conhecidas como “contas de passagem”, aumentando significativamente as chances de recuperação do dinheiro pela vítima.
As novas regras também impõem deveres mais rigorosos aos bancos e às instituições de pagamento, que agora devem utilizar soluções de segurança capazes de identificar transações atípicas ou incompatíveis com o perfil do cliente. Além disso, as instituições são obrigadas a manter canais de orientação sobre como evitar golpes e utilizar corretamente as ferramentas de segurança do Pix.
Devem, ainda, consultar, pelo menos a cada seis meses, se seus clientes possuem marcações de fraude na base de dados do Banco Central.
O Pix continua a evoluir para se tornar não apenas o meio de pagamento mais rápido, mas também o mais seguro e prático para o dia a dia dos brasileiros.

















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