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Lei pune divulgação de brigas e nudez na internet

Legislação prevê punições para divulgação de agressões, humilhações e conteúdos íntimos sem autorização.
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Foto: Ilustrativa (IA)

O que antes ficava restrito ao ambiente privado ou ao pátio das escolas hoje ganha o mundo em questão de segundos. No entanto, a busca incessante por curtidas e visualizações tem ultrapassado limites éticos e legais, especialmente quando envolve a filmagem e a divulgação de conteúdos sensíveis, como brigas e nudez.

Sancionada no início de 2024, a Lei 14.811 representou um marco na proteção de crianças e adolescentes contra a violência em estabelecimentos educacionais e ambientes virtuais. A principal inovação da legislação foi a inclusão dos crimes de intimidação sistemática (bullying) e intimidação sistemática virtual (cyberbullying) no Código Penal brasileiro, por meio do artigo 146-A.

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A prática de filmar brigas, humilhações ou agressões físicas, especialmente no ambiente escolar, e divulgá-las na internet enquadra-se perfeitamente na definição de cyberbullying. A lei define essa conduta como a intimidação sistemática realizada por meio da rede de computadores, redes sociais, aplicativos ou qualquer ambiente digital, inclusive com transmissão em tempo real.

Se a filmagem de brigas encontra forte repreensão na nova lei de cyberbullying, a gravação e o compartilhamento não autorizados de conteúdos íntimos e de nudez esbarram em uma legislação ainda mais severa. O artigo 218-C do Código Penal criminaliza a conduta de oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, vender, publicar ou divulgar cena de sexo, nudez ou pornografia sem o consentimento da vítima.

O rigor da lei visa combater a chamada “pornografia de vingança” (revenge porn) e a exposição indevida que destrói reputações e causa danos psicológicos irreparáveis às vítimas.

É fundamental destacar que o crime se configura independentemente de quem produziu o material. Mesmo que a própria vítima tenha gravado o vídeo ou tirado a foto e enviado consensualmente para o parceiro em um momento de intimidade, o compartilhamento desse material com terceiros, sem autorização expressa, constitui crime.

A legislação brasileira avançou significativamente para proteger os cidadãos, especialmente os mais vulneráveis, dos abusos cometidos no ambiente digital. Portanto, se você for vítima, procure seu advogado e veja seus direitos.

Esse texto é uma produção independente e não representa a opinião do Patos Notícias. A responsabilidade é integral do titular da coluna.

Cemil
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Biografia

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Thiago Alves

Thiago Alves é o CEO proprietário do Escritório Thiago Alves Advogados, atuante na comarca a mais de 10 anos, buscando sempre entregar soluções jurídicas de forma estratégica, customizada e eficiente, localizado na Av Mal. Deodoro, 384 - Sobradinho, Patos de Minas - MG.

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