A apenas 13 dias das eleições municipais, foi realizada em Patos de Minas, nesta segunda-feira (23), a conferência das urnas eletrônicas, incluindo a geração de mídia, carga e lacração. Esta conferência, organizada pela Justiça Eleitoral, é o primeiro ato público voltado à garantia da lisura do sistema eleitoral brasileiro, reafirmando a transparência e segurança das eleições.
Ao todo, 517 urnas serão distribuídas entre duas zonas eleitorais da região. Patos de Minas receberá a maior parte, com 367 urnas alocadas em seções eleitorais. Lagoa Formosa ficará com 53, São Gonçalo do Abaeté com 21 e Varjão de Minas com 20. Além dessas, 56 urnas estão em reserva para garantir que possíveis falhas sejam rapidamente corrigidas, sem prejuízo aos votos registrados.
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O Processo de Conferência e a Segurança das Urnas
A conferência das urnas, que se estende por três dias, é conduzida pela Justiça Eleitoral com acompanhamento de autoridades e público. Segundo o juiz eleitoral da Zona 330, Vinícius de Ávila Leite, este é um procedimento essencial para garantir a transparência. “Esse é um primeiro passo da democracia, que é feito de forma aberta para mostrar o quanto o sistema eleitoral brasileiro é algo sério”, destacou. Ele explicou que o processo começa com a coleta dos dados dos eleitores, passa pela aprovação das candidaturas e segue para a inserção dos dados nas urnas, que serão utilizadas no dia 6 de outubro.
“O sistema eleitoral brasileiro é um dos mais seguros do mundo, porque a urna eletrônica não é conectada à internet. Ela não tem conexão com nenhum aparelho, e é impossível ser hackeada”, afirmou o juiz. Ele também reforçou que mesmo em caso de falhas técnicas, os votos registrados não correm risco de serem apagados. “Para se fazer qualquer tipo de alteração ou intervenção na urna, é necessário que se tenha contato físico com ela, e todo o procedimento é realizado por pessoal treinado e especializado.”
Testes Públicos de Transparência
Vinícius de Ávila Leite ainda explicou que, após a geração dos dados, as urnas passam por uma votação simulada aberta ao público, imprensa e candidatos. “Nós vamos selecionar aleatoriamente algumas urnas e simular uma votação para verificar se está tudo correndo conforme o esperado. Depois disso, a urna será novamente zerada, emitindo a chamada ‘zerésima’, comprovando que não há nenhum voto nela”, esclareceu.
Além disso, as urnas serão guardadas sob a vigilância da Polícia Militar até o dia da eleição. “Eu tenho a mais absoluta certeza que as urnas irão revelar no dia das eleições exatamente a vontade de cada eleitor”, concluiu.
Acompanhamento pelo Ministério Público
O promotor eleitoral da Zona 330, Erick Costa, também destacou o papel do Ministério Público na fiscalização do processo. “Os promotores de Justiça eleitorais em todo o Estado de Minas Gerais estão acompanhando a lisura do procedimento junto com a Justiça Eleitoral”, afirmou Costa.
Ele também reforçou que há urnas reservas disponíveis para substituições em caso de problemas técnicos, assegurando que os votos nunca sejam perdidos. “A urna não tem contato com a internet, ela é como uma urna clássica, só que o voto é digital. Esses votos são salvos e auditados da mesma forma, não há perda de votos”, disse o promotor.
Prevenção e Fiscalização de Crimes Eleitorais
Erick Costa também comentou sobre as denúncias eleitorais que surgem durante o período eleitoral. “As demandas ocorrem, nós temos os crimes eleitorais que são apurados e denunciados via Ouvidoria. As providências foram tomadas pelo Ministério Público Eleitoral e pela Justiça Eleitoral”, acrescentou.



















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