Patos de Minas é destaque no Fantástico após resgate de mulher em condições análogas à escravidão

Depois de 38 anos, ela foi resgatada de um apartamento no centro da cidade.
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Patos de Minas foi destaque no Fantástico deste domingo (20/12), no entanto o motivo foi um crime contra a humanidade, a escravidão. Segundo a reportagem da TV Globo, uma mulher de 46 anos foi resgatada de um apartamento no centro da cidade onde vivia em situação “análoga à escravidão”. O resgate aconteceu no final de novembro após investigação do Ministério Público do Trabalho (MPT).

Ainda segundo a apuração da TV Globo, Madalena foi entregue para uma família quando tinha oito anos, contudo a adoção nunca foi legalizada. Ela abandonou os estudos na terceira série e começou a fazer trabalhos domésticos. Após 24 anos, ela teria sido rejeitada pelo marido da mulher que a acolheu.

Madalena foi entregue ao filho da mulher, um professor universitário zootecnista. “Ela acordava às 4 da manhã pra poder passar roupa. Ninguém deles podia ver ela conversando com alguém do prédio. Você via que ela ficava com medo quando eles chegava”, relatou um vizinho.

Por 14 anos, Madalena trabalhou na residência onde morava o professor e a esposa. O quarto onde ela dormia não tinha ventilação, conforme relatou os fiscais do MPT. Além das condições de trabalho, ela não recebia salário mínimo, não tinha carteira assinada e nem descanso semanal remunerado.

A reportagem também mencionou que Madalena se casou com um tio da esposa do professor, mas eles nunca moraram juntos. O homem, um combatente das Forças Armadas, faleceu e deixou uma pensão. O benefício, destinado a Madalena, era [segundo o MPT] sacado pelo professor.

O professor universitário disse, em depoimento [citado pela Globo], que não considerava Madalena como empregada e sim como membro da própria família.

A defesa da família se posicionou, em nota enviada à TV Globo, que “a divulgação prematura e irresponsável, pelos fiscais e agentes do Estado, viola danos sensíveis daquela família e vulnera a segurança pessoal deles”.

Madalena foi entrevistada em Uberaba onde está vivendo provisoriamente. As investigações estão em curso.

Para assistir a íntegra da reportagem, clique aqui…

LEIA TAMBÉM: UNIPAM afasta professor investigado por trabalho análogo à escravidão

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