Candidato a deputado federal pelo União Brasil, Silva Brasil participou da terceira sabatina promovida pelo Patos Notícias com candidatos de Patos de Minas nas Eleições 2026. Aos 38 anos, é formado em Direito, já atuou como policial militar e trabalha na área imobiliária. Em sua primeira disputa eleitoral, ele falou sobre renovação política, saúde, infraestrutura, comércio, agronegócio, segurança pública e temas nacionais, além de defender maior representação de Patos de Minas e da região em Brasília.
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Primeira candidatura
Silva Brasil disputa sua primeira eleição. Segundo ele, o convite para concorrer partiu do União Brasil, após o partido avaliar nomes da região com potencial eleitoral. O candidato afirmou que decidiu aceitar por acreditar que Patos de Minas precisa recuperar espaço em Brasília e voltou a defender maior representação política local.
Sem padrinho político
Questionado sobre alianças, Silva Brasil afirmou que seu principal “padrinho político” é a própria população. Ele disse que pretende construir a candidatura ouvindo moradores, comerciantes e produtores, e destacou que prefere não ficar vinculado a um único grupo político.
Saúde como prioridade
Na área da saúde, o candidato apontou como problema a concentração do atendimento do SAMU em apenas um ponto de deslocamento em Patos de Minas. Ele defendeu a criação de novas bases para reduzir o tempo de resposta em emergências e afirmou que hospitais como a Santa Casa, o Hospital Regional e as UPAs precisam de mais recursos.
Infraestrutura e obras
Silva Brasil defendeu investimentos em obras estruturantes para Patos de Minas, citando a construção de uma nova ponte, viadutos, melhorias na ligação entre a Avenida JK e a Avenida Fátima Porto, intervenções no balão da região da Vox e soluções para o abastecimento de água. Para ele, a ausência de um deputado federal local contribuiu para atrasar projetos importantes.
BR-365 e pedágio
O candidato defendeu a duplicação da BR-365 e afirmou que a cobrança de pedágio só deveria ocorrer depois da entrega de obras e melhorias efetivas. Ele criticou a cobrança em trechos que, segundo sua avaliação, ainda não oferecem estrutura adequada aos usuários.
Comércio local e impostos
Com experiência na iniciativa privada, Silva Brasil destacou as dificuldades enfrentadas pelo comércio local. Ele criticou a alta carga tributária e disse que muitos pequenos comerciantes encontram dificuldades para competir com plataformas digitais. Também defendeu uma regulamentação que dê maior proteção a determinados segmentos, como farmácias e outros estabelecimentos locais.
Agro e crédito rural
Na área do agronegócio, o candidato afirmou que produtores enfrentam dificuldades de acesso ao crédito e defendeu maior acompanhamento na aplicação dos recursos. Segundo ele, é necessário unir governos, cooperativas e produtores para melhorar o planejamento e fortalecer especialmente pequenos e médios produtores.
Segurança pública
Ex-policial militar, Silva Brasil defendeu a redução da maioridade penal para 16 anos e afirmou ser favorável à facilitação da posse de armas, desde que haja avaliação psicológica e critérios para verificar se o cidadão está preparado. Também defendeu políticas de ressocialização de presos, argumentando que apenas aumentar o número de presídios não resolve o problema da criminalidade.
STF e mandato de ministros
Silva Brasil defendeu mudanças na forma de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, a carreira jurídica e a meritocracia deveriam ter maior peso na composição da Corte. O candidato também defendeu a criação de um mandato limitado para ministros, sugerindo um período máximo de oito anos.
Escala 6×1
Sobre a discussão envolvendo a escala 6×1, Silva Brasil afirmou que é necessário considerar tanto o trabalhador quanto o empregador. Ele reconheceu que a escala 5×2 pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, mas defendeu redução da carga tributária para que as empresas consigam absorver eventuais mudanças.
Governo Lula
Questionado sobre sua avaliação do governo federal, Silva Brasil deu nota 3 ao governo Lula. Ele afirmou que considera o atual mandato pior que o primeiro governo petista e declarou que, em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, votaria em Flávio.
Governo de Minas
Sobre a disputa estadual, Silva Brasil demonstrou proximidade com Luís Eduardo Falcão e afirmou que seu apoio principal é à chapa Cleitinho e Falcão. Ao mesmo tempo, reconheceu a relação partidária com o grupo de Mateus Simões, já que seu partido integra outra composição política.
Pinga-Fogo
No quadro de perguntas rápidas, Silva Brasil defendeu a obrigatoriedade de câmeras corporais para policiais, o endurecimento da legislação sobre drogas, a manutenção facultativa do ensino religioso nas escolas e se posicionou contra a legalização de cassinos e jogos de azar.
Também afirmou ser favorável à redução do número de deputados federais, defendendo algo em torno de 300 parlamentares, e apoiou maior regulamentação do trabalho por aplicativos. Sobre aborto, defendeu a manutenção da legislação atual.
Voto distrital e representação regional
Silva Brasil se declarou favorável a um modelo de voto distrital, com maior distribuição das vagas de deputado pelas regiões do estado. Segundo ele, isso permitiria que cada região tivesse representantes mais conectados às demandas locais.
Considerações finais
Ao encerrar a sabatina, Silva Brasil apresentou sua condição de candidato novo como um diferencial e afirmou que pretende atuar com foco em saúde, educação, agronegócio, comércio e infraestrutura. Ele reforçou que quer representar Patos de Minas, Alto Paranaíba e toda a região em Brasília.
















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