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Que futuro esperar quando presidenciáveis trocam acusações de crimes?

Entre ataques e polarização, o Brasil segue sem uma terceira via capaz de apresentar um projeto sólido de país
Coopatos
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O Brasil entra em mais uma eleição presidencial olhando para um cenário preocupante: os principais presidenciáveis parecem apostar, mais uma vez, em uma campanha marcada por ataques, acusações e tentativas de destruição da imagem do adversário. Em vez de um debate profundo sobre segurança, saúde, educação, economia, emprego, tecnologia e desenvolvimento, o eleitor se vê diante de uma disputa em que candidatos se acusam mutuamente de bandidos.

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Lactowal

Esse tipo de campanha pode até render cortes para redes sociais, frases de efeito e militância inflamada. Mas dificilmente ajuda o país a sair do lugar. Quando a propaganda eleitoral vira um ringue, o projeto de nação fica em segundo plano. O eleitor deixa de ser convidado a comparar propostas e passa a ser empurrado para escolher um inimigo.

Essa divisão não nasceu agora. Desde 2013, o Brasil vive um processo crescente de ruptura política e social. As manifestações daquele período abriram espaço para uma insatisfação difusa, que depois foi sendo capturada por campos ideológicos opostos. De lá para cá, o país passou a viver em estado quase permanente de campanha, com famílias divididas, amizades desfeitas e qualquer discussão pública transformada em confronto.

O problema é que a política deixou de ser vista como instrumento de solução e passou a ser tratada como torcida organizada. O fanatismo tomou o lugar da análise crítica. Para uma parte do eleitorado, tudo o que o seu candidato faz é justificável. Para outra, tudo o que o adversário faz é criminoso, imoral ou inaceitável. Nesse ambiente, a verdade importa menos do que a conveniência do grupo.

O Brasil precisa reconhecer que virar simplesmente à direita ou à esquerda não está nos levando a caminho nenhum. O país já experimentou diferentes discursos, diferentes promessas e diferentes salvadores da pátria. Ainda assim, continua preso aos mesmos problemas estruturais: desigualdade, insegurança, baixa produtividade, educação deficiente, saúde sobrecarregada e falta de planejamento de longo prazo.

O que falta é uma terceira via real, não apenas um nome lançado para ocupar espaço no debate. Uma terceira via de verdade precisa ter plano de governo sólido, equipe qualificada, responsabilidade fiscal, sensibilidade social e independência em relação aos radicalismos ideológicos. Precisa falar com o trabalhador, com o empresário, com o jovem, com o aposentado, com quem vive na cidade e com quem produz no campo. E, principalmente, precisa apresentar soluções antes de apontar culpados.

O eleitor brasileiro merece mais do que escolher entre dois lados que se acusam, se atacam e se alimentam da rejeição mútua. Merece uma campanha que trate o cidadão como adulto, capaz de discutir ideias, cobrar metas e exigir compromissos concretos.

Se o futuro continuar sendo construído apenas sobre medo, raiva e ressentimento, o Brasil seguirá andando em círculos. O país precisa menos de gritos ideológicos e mais de seriedade. Menos culto a líderes e mais compromisso com resultados. Menos guerra eleitoral e mais projeto nacional.

Enquanto a política insistir em dividir o Brasil entre “nós” e “eles”, quem continuará perdendo será o próprio país.

Esse texto é uma produção independente e não representa a opinião do Patos Notícias. A responsabilidade é integral do titular da coluna.

Cemil
COMENTÁRIOS

O que esperar da política no Brasil, onde desde a época do Enéias a mídia escolheu abraçar o plano comunista e desde então, passou a bajular bandidos, corruptos, ajudou promover a divisão de classe do jeito que a esquerda sempre quis, a culpa dessa polarização e divisão do País, é do Lula e da mídia que sempre apoiou esse projeto maldito, da esquerda, basta olhar o plano de governo maravilhoso que Flávio tem para o Brasil, e a mídia mais uma vez tenta transformar ele em algo ruim, do mesmo jeito que fizeram com o Enéias. Não existe terceira via, ou é prosperidade ou é miséria.


Eleitor

Esperar o pior. O que vem acontecendo desde sempre. Se existe corrupção generalizada na política brasileira (municipal, estadual e nacional, executivo e legislativo), a culpa é do povo que vota no quanto pior melhor e ainda briga para defender os seus corruptos de estimação. Olha as opções de Minas, tanto legislativo quanto executivo, não salva ninguém.


Em Direita Brasil Facebook

O Brasil é um país curioso,aqui a população não escolhe o melhor candidato para gerir o país,o mais preparado,o mais sábio,o mais íntegro.Aqui a população escolhe o que simpatiza mais independente da competência e honestidade do sujeito,e quando dá merda e só culpar a oposição,Flávio e lula são os dois lados da mesma moeda.


@marcelokaizoku Instagram

O interessante sobre quando candidatos são “nivelados pelos pontos negativos” (sei que é uma extrapolação nivelar os casos, mas é assim que está sendo visto, então é um ponto de início), é termos a oportunidade de isolar os fatores e avaliar os pontos positivos de cada um. A armadilha, claro, é permanecermos na mesma leitura, já que temos nossas inclinações. Nisso, o que recomendo é, ao buscar essa reflexão, é buscar o externo. Menos deles próprios (afinal, se chegou até aqui, vc já tem dúvidas), menos dos grupos de conforto, dos portais e perfis de conforto, dos influenciadores e até líderes do seu cotidiano. O que assume mais aspecto de consenso, sobre cada candidato, quando vc sai do fervor e foca no que é notícia prática, checada, no que é de fato assunto corrente? De como as coisas realmente estão, o que é mérito de um? O que é mérito de outro?


Aguida Helena Vieira Facebook

3° via?por acaso ainda acusam o presidente Lula de atos ilícitos?a imprensa deveria ser a favor do país, do povo brasileiro. Porque insistem em uma mídia que confunde e não esclarece de fato crimes e criminosos??


Rota Nacional PGEA Facebook

vdd até porque Flávio Bolsonaro Não Provaram Nada Contra Ele Do Que Dizem É Tanto Que Todos Os Processo Foram Arquivados Pela Própria PF Do Ladrão De Nove Dedos


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Biografia

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Lélis Félix

Jornalista e editor de política no portal Patos Notícias. Já trabalhou na Jovem Pan, Revista Oeste, no portal O Fator e no jornal Estado de Minas.

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