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Presidente do Sebrae/MG avalia impactos do fim da escala 6×1

Marcelo de Souza e Silva esteve em Patos de Minas e falou sobre possíveis efeitos da proposta para pequenos negócios
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Foto: Lélis Félix (Patos Notícias)

O presidente do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva, comentou, em entrevista ao Patos Notícias nesta quarta-feira (03/06), os possíveis impactos do fim da escala 6×1 para micro e pequenas empresas. Ele cumpre agenda em Patos de Minas desde terça-feira, quando visitou a Fenamilho. Na manhã desta quarta, participou de um encontro com lideranças empresariais na sede da CDL.

Durante a entrevista, Marcelo afirmou que a discussão sobre a mudança na jornada de trabalho precisa ser aprofundada, especialmente diante dos reflexos que a medida pode gerar nos pequenos negócios. Segundo ele, o impacto tende a ser maior para empresas de menor porte, que geralmente contam com poucos funcionários e têm menos margem para reorganizar escalas.

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“O micro e pequeno empresário não tem como fazer uma redução da carga horária do seu funcionário. Geralmente ele tem um ou dois funcionários, ou teria que fechar sua loja por um período maior. Ele precisa de produtividade”, afirmou.

De acordo com o presidente do Sebrae Minas, estudos da entidade apontam que a aprovação da medida pode gerar efeitos significativos em diferentes setores da economia. Ele citou o agro, a indústria, o comércio e os serviços como áreas que podem ser afetadas diretamente, principalmente no caso das micro e pequenas empresas.

Marcelo também demonstrou preocupação com possíveis consequências no mercado de trabalho. Para ele, a mudança pode estimular a pejotização, a informalidade e contratações sem carteira assinada.

“Essa é a nossa preocupação: a pejotização, a informalidade, a contratação sem carteira assinada. Isso tudo traz consequências muito ruins para o Brasil e gera concorrência desleal”, destacou.

O presidente da CDL Patos de Minas, Rodrigo Faria, também avaliou o tema e afirmou que os pequenos e médios comerciantes devem ser os mais impactados caso a mudança avance. Segundo ele, o aumento de custos pode ser repassado aos consumidores.

“O pequeno e o médio comerciante vão sofrer muito com o fim da escala 6×1. Provavelmente haverá aumento de preço, porque o empreendedor vai ter que repassar o custo de mais uma mão de obra para os produtos”, afirmou.

Rodrigo também defendeu que o assunto seja discutido com mais profundidade antes de qualquer implementação. Para ele, uma mudança dessa proporção não deve ocorrer de forma acelerada.

“Parece que o Senado agora vai dar uma parada nesse projeto para que haja uma discussão maior, para que depois disso entre em vigor de uma forma mais conversada com todas as instituições. Não pode ser a toque de caixa”, completou.

Outro ponto levantado pelo presidente da CDL foi a dificuldade de encontrar mão de obra disponível no comércio local. Segundo ele, Patos de Minas já enfrenta desafios para preencher vagas no modelo atual, e a redução de um dia na escala poderia ampliar o problema.

“Hoje nós não temos nem mão de obra para a atual escala, imagina diminuindo um dia. Esse é outro problema sério que o comerciante vai ter”, afirmou.

Rodrigo Faria ainda avaliou que a falta de trabalhadores e o aumento de custos podem acelerar processos de automação em alguns segmentos, o que também exigiria uma discussão mais ampla sobre os efeitos da mudança para empresas e trabalhadores.

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Cemil
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COMENTÁRIOS
Geraldo

Talvez acelerando os processos de automação, os pequenos e médios empresários fechando seus comércios por mais tempo, ou definitivamente o Partido dos “Trabalhadores” mostre quem eles realmente estão ajudando com essa escala.


Patense

Embora o fim da escala 6×1 seja uma “manobra eleitoreira” e que pode trazer aumento nos custos finais dos produtos, está fala desse indivíduo também é eleitoreira. Tem o propósito de fazer com que os acéfalos de plantão votem no pior bandido que existe no país.


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