Na eleições municipais de Patos de Minas, a votação expressiva de Profº Daniel Gomes (PDT) e Isaias Martins (PSD) chamou a atenção. Com 1.295 e 1.177 votos, respectivamente, eles tiveram mais votos que candidatos eleitos. Por que, eles não conseguiram uma vaga?
- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -
A resposta para essa pergunta reside no sistema eleitoral proporcional, utilizado para a escolha de vereadores e deputados. Ao contrário do que ocorre em eleições majoritárias, onde o candidato mais votado é eleito, no sistema proporcional o mandato é atribuído ao partido, garantindo maior representatividade.
Após o encerramento da apuração dos votos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza dois cálculos cruciais:
Quociente Eleitoral (QE): Esse cálculo envolve a soma dos votos válidos e sua divisão pelo número de vagas disponíveis. No caso de Patos de Minas, com 76.041 votos válidos e 17 vagas, o quociente eleitoral ficou em 4.473 votos. Este é o número mínimo que um partido precisa atingir para conquistar pelo menos uma vaga.
Quociente Partidário (QP): Aqui, o número de votos válidos recebidos por cada partido é dividido pelo quociente eleitoral. O resultado mostra quantas cadeiras o partido poderá ocupar na Câmara.
E se Sobrar Vagas? Quando existem vagas restantes após a aplicação dos quocientes, é utilizada a média de cada partido ou federação. Essa média é calculada dividindo a quantidade de votos válidos do partido pelo quociente partidário (QP) acrescido de 1. O partido ou federação com a maior média é agraciado.
No contexto das últimas eleições em Patos de Minas, seis partidos não conseguiram alcançar o número mínimo de votos necessários para garantir cadeiras.
Distribuição de votos por partido:
PP: 14,31% (10.884 votos) – 4 vagas
NOVO: 14,31% (10.884 votos) – 2 vagas
Pode: 13,44% (10.222 votos) – 3 vagas
PL: 12,64% (9.611 votos) – 2 vagas
Republicanos: 9,69% (7.368 votos) – 1 vaga
MDB: 8,89% (6.761 votos) – 2 vagas
União: 8,53% (6.489 votos) – 2 vagas
PRD: 6,93% (5.271 votos) – 1 vaga
PDT: 4,44% (3.375 votos)
PSD: 4,35% (3.311 votos)
Solidariedade: 3,75% (2.851 votos)
Mobiliza: 3,37% (2.566 votos)
PT: 2,7% (2.052 votos)
Avante: 0,85% (649 votos)
Com a distribuição das vagas, sobraram seis lugares na Câmara Municipal, que foram preenchidos de acordo com as médias calculadas.

















E falam que vivemos numa democracia onde está essa democracia ?alguém pode explicar .
A credo isso deveria ser extinguido pois votamos na pessoa e nao no partido isso nunca foi democracia.,,,acho erradíssimo agente dá o voto achando que vai pra pessoa mais na realidade ta indo PRO PARTIDO , me sinto lesada ,;,; SEM MAIS COMENTÁRIOS
Deveria prevalecer a vontade do povo, isso sim seria democracia
Pra vê como não existe democracia porque o povo é obrigado a votar mais não tem a certeza que seu candidato entrará
Os comentários não representam a opinião do Patos Notícias. A responsabilidade pelo conteúdo é integralmente do autor do comentário.