Ibiá-MG

Policiais se arriscam em despenhadeiro para salvar vítima de agressão

O jovem foi agredido com tijoladas, arrastado e em seguida jogado dentro da cratera. Ele foi resgatado pelos militares e transferido para Uberaba.
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Agressão,Despenhadeiro, Ibiá-MG
Da esquerda para a direita, os cabos Damásio, John e Ítalo.
Foto: Divulgação

Um jovem de 28 anos, natural do estado de Alagoas, foi agredido com tijoladas e em seguida jogado em um despenhadeiro em Ibiá, no Alto Paranaíba. O fato aconteceu na madrugada de domingo, 23 de março.

Segundo a Polícia Militar, uma pessoa ligou para o 190 e relatou que visualizou dois indivíduos, de camisetas brancas, jogando uma pessoa no interior da cratera. O local foi interditado pela prefeitura de Ibiá em decorrência de uma erosão provocada pela chuva. O trânsito de veículos e pedestres é proibido.

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Três policiais militares, os cabos Damásio, Ítalo e John, foram até o local averiguar a denúncia. Eles encontraram quatro tijolos quebrados e uma poça de sangue. Também foram identificadas marcas de sangue em direção ao despenhadeiro, o que supõe que a vítima foi arrastada por cerca de 40 metros após a agressão.

Agressão,Despenhadeiro, Ibiá-MG
Foto: Divulgação

O solo estava instável e os militares tiveram que fazer uma corrente humana para chegar até a borda do despenhadeiro. Um segurou na mão do outro e desta forma foi possível visualizar a vítima no fundo da cratera. Ela se movimentava-se, ou seja, ainda estava consciente.

Uma ambulância foi chamada para apoiar o resgate. Foi necessário romper o bloqueio da via para que o veículo pudesse se aproximar do despenhadeiro. O acesso à vítima era difícil e foi verificado a necessidade de equipamentos de segurança, como cordas. A primeira ideia foi chamar o Corpo de Bombeiros, porém a unidade mais próxima fica em Campos Altos, há cerca 60 km de Ibiá. No entanto, os militares temeram que o tempo de deslocamento pudesse levar à morte da vítima.

Agressão,Despenhadeiro, Ibiá-MG
Foto: Divulgação

Diante disso, os policiais fizeram contato com uma outra guarnição e solicitaram apoio. Enquanto isso, foi usada uma corda, pertencente a um dos militares. Ela foi amarrada/ancorada na viatura e o Cabo Damásio desceu até o fundo do despenhadeiro. Os colegas, cabo Ítalo e John, ficaram responsáveis por segurar a corda. Em seguida, uma prancha foi descida no burato para auxiliar o içamento da vítima.

Neste meio tempo, a outra guarnição chegou ao local e trouxe consigo uma outra corda. Ela foi utilizada para reforçar o suporte, ou seja, foram usadas duas cordas, descidas de forma paralela.

Os policiais mapearam os riscos e perceberam que o atrito entre a corda e o asfalto poderia provocar o rompimento. Para resolver essa questão, eles pegaram os tapetes/carpetes da viatura e posicionaram de forma a evitar o atrito. A partir daí, foi iniciado o içamento da vítima. Segundo os militares, o procedimento foi feito com “muito cuidado” afim de evitar o agravamento das lesões.

Assim que o homem chegou a superfície a equipe médica assumiu o atendimento. Ele não conseguia se comunicar e teve que ser transferido para um hospital em Uberaba.

Os policiais também colheram o depoimento das testemunhas. Elas informaram que não viram o momento das agressões, apenas quando a vítima foi jogada no despenhadeiro. Também afirmaram que os agressores fugiram em direção ao Bairro Maroca. Até o fechamento desta edição, nenhum suspeito do crime havia sido identificado, ou preso. A partir de agora, o caso será investigado pela Polícia Civil.

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