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 Caso Lindomar 

Polícia Civil prende suspeitas de dopar e matar homem durante piquenique

Investigação aponta que crime foi planejado por um mês e motivado por promessa de bens que não teria sido cumprida.
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Família procura por homem que desapareceu em Patos de Minas
Foto: Arquivo

A Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou, nesta quarta-feira (08), a Operação Viúva Negra, que resultou na prisão preventiva de duas mulheres investigadas por dopar e matar Lindomar Benedito de Jesus, de 51 anos, durante um piquenique em uma área rural de Patos de Minas. O corpo da vítima foi encontrado no mês de maio às margens de um córrego.

Em entrevista ao Patos Notícias, o delegado de Homicídios, Luís Mauro Sampaio, explicou que, inicialmente, a morte não apresentava indícios claros de homicídio e poderia ser interpretada como um afogamento. No entanto, a investigação revelou que Lindomar havia marcado um piquenique com a namorada pouco antes de desaparecer.

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Segundo o delegado, a mulher planejou o crime por aproximadamente um mês. A Polícia Civil apurou que ela colocou uma grande quantidade de clonazepam em uma bebida alcoólica consumida pela vítima. Quando Lindomar começou a passar mal e foi até um córrego para lavar o rosto, ela teria aproveitado o estado de vulnerabilidade para manter sua cabeça submersa, provocando sua morte por afogamento.

As investigações também apontaram a participação de uma amiga da autora. Conforme Luís Mauro, ela teria incentivado o uso do medicamento e auxiliado na elaboração do plano criminoso, razão pela qual também foi presa e responde pelo homicídio.

De acordo com a Polícia Civil, o crime teve motivação patrimonial. A suspeita teria ficado revoltada após descobrir que Lindomar não teria condições de cumprir promessas de lhe entregar um carro e propriedades rurais. A frustração teria motivado o planejamento do assassinato.

Durante o cumprimento dos mandados, a autora apontada como executora afirmou não demonstrar arrependimento pelo crime. Já a outra investigada confirmou ter passado informações, mas alegou que não imaginava que a amiga levaria o plano até a morte da vítima.

Ao final da entrevista, o delegado orientou que pessoas em relacionamentos fiquem atentas a sinais de agressividade, manipulação e ameaças, destacando que o afastamento diante de comportamentos abusivos pode evitar desfechos trágicos.

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