Paulo Mota (PSB), candidato a deputado estadual por Minas Gerais, participou da quinta sabatina das Eleições 2026 promovida pelo Patos Notícias e pela Uai FM. Ex-vice-prefeito de Patos de Minas, ele falou sobre sua trajetória política, alianças, saúde pública, infraestrutura, dívida estadual, educação, agronegócio e as prioridades que pretende levar para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A candidatura pelo PSB também consta em registros e levantamentos eleitorais publicados neste período.
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Decisão de disputar vaga na Assembleia
Paulo Mota explicou que chegou a avaliar uma candidatura a deputado federal, mas aguardava a definição política de Luís Eduardo Falcão. Segundo ele, diante da possibilidade de Falcão disputar uma vaga em Brasília e da necessidade de definição dentro do PSB, optou por concorrer a deputado estadual. Mota afirmou que possui pautas diretamente relacionadas ao Governo de Minas, especialmente na área da saúde.
Relação com Falcão
O candidato afirmou manter boa relação com Falcão e disse que procura dialogar com diferentes grupos políticos. Ao recordar a implantação da Santa Casa, relatou que apresentou o projeto ao então prefeito antes mesmo do início da primeira gestão e que, posteriormente, houve participação do município na estruturação da unidade. Paulo Mota declarou que deseja que Patos de Minas amplie sua presença na política regional e estadual.
Quatro candidaturas a deputado federal
Ao falar da quantidade de candidatos de Patos de Minas à Câmara dos Deputados, Mota disse que historicamente defendeu maior unidade em torno de nomes locais. Desta vez, porém, afirmou não ter procurado outros candidatos para propor desistências porque também chegou a considerar candidatura ao cargo. Para ele, a fragmentação pode dificultar a eleição de um representante, embora o resultado também dependa do desempenho das chapas e das regras do sistema proporcional.
Apoio ao governo de Minas
Filiado ao PSB, Paulo Mota declarou apoio à chapa da qual seu partido participa e afirmou que seguirá a composição partidária na eleição para o Governo de Minas. Apesar disso, destacou manter diálogo e relações pessoais com políticos de outros grupos. Durante a entrevista, também afirmou que considera importante preservar canais de interlocução independentemente das diferenças partidárias.
Santa Casa, Policlínica e Hospital Regional
A saúde ocupou parte importante da entrevista. Paulo Mota relembrou sua participação na articulação que resultou na estruturação da Santa Casa e também citou sua interlocução para viabilizar a Policlínica. Para um eventual mandato estadual, apontou como prioridade a ampliação e modernização do Hospital Regional, especialmente para reduzir dificuldades em atendimentos e cirurgias. Segundo ele, o Estado precisa assumir sua parcela no financiamento da saúde regional para evitar maior pressão sobre o orçamento municipal.
Legado como vice-prefeito
Questionado sobre três realizações da gestão em que foi vice-prefeito de José Eustáquio Rodrigues Alves, Mota citou a manutenção do equilíbrio administrativo da Prefeitura, a estruturação da Santa Casa e as ações adotadas durante a pandemia de Covid-19. Ele ressaltou que a estrutura criada inicialmente para atendimento durante a emergência sanitária posteriormente foi aproveitada pela Santa Casa.
Dívida de Minas e Propag
Paulo Mota defendeu uma nova negociação da dívida de Minas Gerais com a União. Na avaliação do candidato, o próximo governo estadual precisa buscar Brasília para discutir condições que permitam ao Estado manter investimentos em áreas como saúde e infraestrutura. Ele colocou a ampliação do Hospital Regional e melhorias na BR-365 entre as demandas que considera urgentes para a região de Patos de Minas.
Juros e investimentos
Ao falar sobre economia, Mota afirmou que a taxa de juros é influenciada por diferentes fatores internos e externos. Na avaliação apresentada durante a sabatina, juros elevados reduzem a busca por crédito e acabam limitando investimentos. O candidato defendeu maior investimento em infraestrutura e qualificação profissional como instrumentos para ampliar a capacidade de crescimento econômico.
Privatização da Copasa
Paulo Mota se posicionou de forma crítica ao modelo de privatização da Copasa. Ele afirmou que considera possível discutir alternativas para preservar maior presença do Estado na companhia e destacou a importância do saneamento básico para a saúde pública e para o meio ambiente. Na avaliação dele, o processo deveria ser revisto.
Educação integral, cursos técnicos e UFU
Na educação, o candidato defendeu expansão das escolas de tempo integral e maior valorização dos cursos técnicos, especialmente no ensino médio. Para ele, a formação profissional pode facilitar a entrada dos jovens no mercado de trabalho. Mota também comentou a demora na consolidação da estrutura da Universidade Federal de Uberlândia em Patos de Minas e disse que os atrasos provocaram dificuldades adicionais para o projeto.
Apoio ao produtor rural
Paulo Mota também tratou da situação financeira dos produtores rurais. Segundo ele, além dos juros dos financiamentos, agricultores e pecuaristas enfrentam custos cartoriais, oscilações do mercado internacional e riscos climáticos. O candidato defendeu mecanismos de crédito e apoio que considerem essas particularidades, além de maior orientação financeira e acompanhamento da utilização dos recursos financiados.
Pinga-Fogo
No quadro de respostas rápidas, Paulo Mota se posicionou contra a privatização da Cemig e defendeu renegociação das condições relacionadas à dívida de Minas. Sobre pedágios, afirmou aceitar concessões desde que as obras necessárias sejam realizadas antes da cobrança. Também defendeu câmeras corporais obrigatórias para policiais, cumprimento do piso nacional dos professores, maior agilidade no licenciamento ambiental e fiscalização de empreendimentos minerários.
Corrupção e escolha dos candidatos
Questionado sobre denúncias e casos de corrupção na política, Mota afirmou que o eleitor deve analisar o histórico dos candidatos, processos, patrimônio declarado e atuação pública antes de decidir o voto. Ele também criticou escolhas eleitorais baseadas exclusivamente em polarização ideológica e defendeu maior atenção ao histórico e às propostas de cada concorrente.
Disputa interna do PSB
Sobre as chances eleitorais, Paulo Mota disse avaliar que o PSB possui uma chapa formada por candidatos com votações potencialmente mais próximas entre si, embora tenha citado nomes que podem alcançar desempenho superior. Ele estimou que a legenda pode conquistar três ou quatro cadeiras na Assembleia e mencionou aproximadamente 35 mil votos como uma referência mínima dentro de sua análise — ressaltando que se trata apenas de uma projeção eleitoral, e não de garantia de eleição.
Prioridades para um eventual mandato
Nas considerações finais, Paulo Mota colocou a ampliação do Hospital Regional e as melhorias na BR-365 entre suas principais prioridades para um eventual mandato na Assembleia Legislativa. O candidato afirmou que pretende manter as demandas de Patos de Minas e da região entre os principais compromissos de sua atuação política.
















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