
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) divulgou dados sobre crimes com causa presumida LGBTQIA+fobia. Os números consideram crimes ocorridos entre 2016 e 2022.
Segundo o painel, Patos de Minas contabiliza 23 vítimas nos últimos sete anos. O ano mais violento para a comunidade foi 2022 com sete registros no total. No ano passado foram dois casos.
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No total foram 21 boletins de ocorrência registrados. Os crimes caracterizados foram: ameaça (7), injuria (6), lesão corporal (2), difamação (1), vias de fato/agressão (1) e outras infrações (4).
Perfil das 23 vítimas:
| Faixa Etária | Nº de vítimas |
| 20 até 24 anos | 9 |
| 24 até 29 anos | 6 |
| 30 até 34 anos | 4 |
| 15 até 19 anos | 2 |
| 40 até 44 anos | 2 |
| Orientação Sexual | Nº de vítimas |
| Homossexual | 10 |
| Não informado | 10 |
| Bissexual | 2 |
| Heterossexual | 1 |
| Raça/etnia | Nº de vítimas |
| Branca | 12 |
| Negra | 2 |
| Parda | 9 |
| Escolaridade | Nº de vítimas |
| Ensino Médio Completo | 6 |
| Escolaridade não informada | 5 |
| Superior Incompleto | 5 |
| Superior Completo | 3 |
| Alfabetizado | 2 |
| Ensino Fundamental Completo | 1 |
| Ensino Médio Incompleto | 1 |
| Relação entre vítima e autor | Nº de casos |
| Sem relação | 7 |
| Não informado | 5 |
| Amigo/Conhecido | 3 |
| Rel. afetiva | 3 |
| Vizinhos | 2 |
| Colega de Trabalho | 1 |
| Irmão | 1 |
| Outro parentesco | 1 |
No total 11 autores foram qualificados nos boletins de ocorrência. Alguns crimes seguem sem autoria definida.
| Faixa Etária | Nº de autores |
| 15 até 19 anos | 4 |
| 20 até 24 anos | 2 |
| 24 até 29 anos | 1 |
| 30 até 34 anos | 1 |
| 45 até 49 anos | 2 |
| 55 até 59 anos | 1 |
| Orientação Sexual | Nº de autores |
| Heterossexual | 1 |
| Não informado | 10 |
| Raça/etnia | Nº de autores |
| Branca | 4 |
| Parto | 2 |
| Desconhecido | 5 |
| Escolaridade | Nº de autores |
| Não informada | 6 |
| Alfabetizado | 1 |
| Ensino Fundamental Incompleto | 1 |
| Ensino Médio Completo | 1 |
| Superior Completo | 1 |
| Outros | 1 |
Número de casos por bairro:
| Bairro | Nº de casos |
| Centro | 4 |
| Jardim Esperança | 2 |
| Nossa Senhora de Fátima | 2 |
| Alto dos Caiçaras | 2 |
| Caiçaras | 1 |
| Alto Limoeiro | 1 |
| Brasil | 1 |
| Caramuru | 1 |
| Distrito Industrial II | 1 |
| Ipanema | 1 |
| Lagoa Grande | 1 |
| São José Operário | 1 |
| Rosário | 1 |
| Santo Antônio | 1 |
| Vila Garcia | 1 |
Clique aqui e acesse o painel da SEJUSP.
Cenário em Minas Gerais
Os dados apontam redução de 3,8% no registro de crimes entre 2021 e 2022: foram 458 ocorrências no ano passado contra 476 em 2021. No comparativo dos primeiros cinco meses de 2023 com o mesmo período do ano anterior, no entanto, há uma alta de 21,6% nos casos registrados, que passaram de 176 para 214.
Os registros cuja causa se tratou de LGBTQIA+fobia foram, principalmente, injúria, ameaça, lesão corporal, vias de fato e difamação. A maioria dos eventos ocorre no turno diurno, mas, sobretudo, no período vespertino, e principalmente em via pública.
Apesar dessa tendência de crescimento, vale ressaltar que, hoje, é possível mensurar crimes que sempre foram cometidos, mas muitas vezes eram subnotificados. Campanhas midiáticas de promoção de direitos, bem como notícias de eventos contra a população LGBTQIA+, podem incentivar vítimas a buscarem o processo de denúncia formal. O contrário também ocorre, de forma que a ausência de campanhas, a não divulgação de estatísticas nos meios de comunicação, ou mesmo a incerteza sobre o destino do dado coletado podem desestimular as vítimas a denunciar.














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