
Patos de Minas esteve a poucos passos de conquistar um deputado federal — ainda que temporário — na última semana. A movimentação começou quando a deputada Nely Aquino (Podemos) decidiu se licenciar por quatro meses. Pela ordem natural da suplência, Juca Bahia, que recebeu 41.965 votos em 2022, deveria assumir. Mas recusou.
O próximo da fila foi Sérgio Santos Rodrigues, ex-presidente do Cruzeiro, que somou 18.760 votos. Ele tomou posse na última terça-feira (18/11). E é aqui que a situação encosta em Patos de Minas.
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Logo após Sérgio Santos, o terceiro suplente do Podemos é José Eustáquio de Faria Júnior, que obteve 18.220 votos nas eleições de 2022 — quando ainda era filiado ao Podemos. Ou seja: Patos de Minas ficou a uma recusa de Juca e a uma eventual indisponibilidade de Sérgio Santos de, finalmente, ter um representante federal.
Esse episódio escancara a relevância da suplência. Mesmo quem não vence nas urnas pode, sim, vir a exercer mandato. A prova já está na própria região: o deputado estadual Dr. Hely Tarqüínio só assumiu a cadeira na Assembleia Legislativa após a licença de Macaé Evaristo, que se tornou ministra dos Direitos Humanos em 2024.
Hoje vereador e filiado ao MDB, José Eustáquio já declara pré-candidatura a deputado federal e deve intensificar visitas e agendas políticas. Nos bastidores, porém, outro nome movimentou o tabuleiro: o boato de que a deputada Lud Falcão (Podemos) poderia migrar para o MDB e disputar uma vaga federal. Ela nega uma decisão tomada, mas admite estudar cenários. Dentro do partido, a possível filiação é considerada viável — e o próprio José Eustáquio já declarou que, nesse caso, Lud disputaria para federal e ele migraria para a disputa estadual.
O cenário se amplia ainda mais com a pré-candidatura do vereador Gladston Gabriel (PL), que também mira a Câmara dos Deputados.
Tudo isso deve acender um alerta em Patos de Minas: multiplicar candidaturas não significa multiplicar chances. Pelo contrário. A pulverização de votos já custou caro ao município em pleitos passados. A cidade precisa, urgentemente, alinhar seus interesses, produzir sinergia e organizar prioridades. Patos tem tamanho, força econômica e relevância regional para eleger um deputado federal — mas só terá, de fato, se agir com estratégia.
Patos não pode se dar ao luxo de ficar mais uma eleição sem representação direta em Brasília. 2026 está logo ali. E Patos tem pressa.















Não considero que erramos. quando a gente vota, acreditamos que os políticos vão honrar nosso voto e nos devolver recompensas em ações que nos beneficiam. Porém quando chegam lá, passam para o outro lado e vira maria vai com as outras. Aí fica difícil confiar em alguém.
Cara não faz nada. Nem pra vereador já quer falar em ser candidato a Deputado federal. Primeiro mostra trabalho Depois mostra seu trabalho. Depois fala em candidatura..
Eu não Vito para mais para vereador deputado e senador. Essa rurma são tds bandidos. Só querem poder e dinheiro.
parabéns pela análise!
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