Menu Horizontal
UNIPAM
Unimed - 1000x200
Seguros - Sicoob Credicopa
Vera Cruz
Muniz

Receio de alta no imposto faz mineiros anteciparem doação de imóveis

Especialistas apontam que 2026 pode ser a última oportunidade para realizar doações utilizando as regras atuais.
Coopatos
Cresol - Plano Safra
CUIDAR DOS DETALHES - Pref. Patos de Minas - PI 027595 - (SITE)
Foto: Ilustrativa (IA)

Famílias mineiras têm acelerado a transferência de imóveis para filhos e herdeiros antes da entrada em vigor das novas regras da Reforma Tributária, que podem aumentar a cobrança do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) a partir de 2027. O movimento já se reflete nos cartórios do estado, que registraram um recorde histórico de escrituras públicas de doação de imóveis em 2025.

Segundo dados do Colégio Notarial do Brasil – Seção Minas Gerais (CNB/MG), foram realizadas 19.404 escrituras públicas de doação de imóveis no ano passado, o maior número da série histórica. O volume representa um crescimento de 52% em relação a 2020, quando foram registrados 12.735 atos.

- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -

Lactowal

A procura maior está relacionada às mudanças previstas pela Reforma Tributária. Atualmente, Minas Gerais aplica uma alíquota única de 5% para o ITCMD, independentemente do valor do patrimônio. No entanto, a Lei Complementar nº 227/2026 determina que os estados adotem alíquotas progressivas, fazendo com que a tributação aumente conforme o valor dos bens transmitidos. A legislação também abre caminho para que a base de cálculo considere o valor de mercado dos imóveis.

Embora as novas regras ainda dependam de regulamentação estadual, especialistas apontam que 2026 pode ser a última oportunidade para realizar doações utilizando as regras atuais. Isso porque qualquer alteração aprovada neste ano só poderá produzir efeitos em 2027, em respeito aos princípios constitucionais da anterioridade anual e da noventena.

O aumento na procura ocorre paralelamente ao crescimento da arrecadação do imposto em Minas Gerais. Em 2020, o ITCMD rendeu R$ 969 milhões aos cofres estaduais. Em 2025, esse valor chegou a R$ 2 bilhões, um avanço de 106% em cinco anos.

Uma das estratégias mais utilizadas pelas famílias é a doação com reserva de usufruto. Nesse modelo, os pais transferem a propriedade do imóvel aos filhos, mas continuam com o direito de morar, administrar ou receber rendimentos do bem durante toda a vida. A modalidade permite organizar a sucessão patrimonial sem que os doadores percam o controle sobre o imóvel.

Segundo o presidente do Colégio Notarial do Brasil – Seção Minas Gerais, Victor Fróis Rodrigues, a Reforma Tributária antecipou um debate que muitas famílias costumavam adiar.

“Estamos observando um aumento na procura por planejamento sucessório em todo o país. A Reforma Tributária trouxe para muitas famílias uma discussão que antes costumava ser adiada. Quem pretende organizar a transmissão de patrimônio passou a avaliar com mais atenção os impactos tributários futuros e as alternativas disponíveis para garantir segurança jurídica, previsibilidade e proteção aos herdeiros”, afirmou.

Os dados mostram que o crescimento da procura vem ocorrendo de forma contínua. Em 2023, os cartórios mineiros registraram 17.453 escrituras de doação de imóveis. Em 2024, o número subiu para 18.455 e, em 2025, atingiu o recorde de 19.404 atos.

Para o CNB/MG, a combinação entre alíquotas progressivas, possível aumento da carga tributária e adoção do valor de mercado como referência para o cálculo do imposto tende a tornar a transmissão de patrimônio mais cara nos próximos anos, o que tem levado famílias a anteciparem o planejamento sucessório.

PN
FIQUE ATUALIZADO

Siga o Patos Notícias no Instagram ou participe de nosso grupo no WhatsApp. Você vai receber as principais notícias de Patos de Minas e região.

Leva só alguns segundos ✨
Cemil
Unimed - 728x300
COMENTÁRIOS

Os comentários não representam a opinião do Patos Notícias. A responsabilidade pelo conteúdo é integralmente do autor do comentário.

NOTÍCIAS RELACIONADAS

AVISO DE ERRO

AdBlock detectado

Percebemos um bloqueador de anúncios ativo. Os anúncios ajudam no financiamento do jornalismo profissional. Por favor, desative para continuar apoiando o nosso trabalho.