Fundação Ezequiel Dias tem importante papel no tratamento da hanseníase

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Fundação Ezequiel Dias (Funed) tem um compromisso importante com os hansenianos – pessoas atingidas pela doença infecciosa. Causada pela bactéria Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen, a hanseníase atingiu, apenas em 2015, mais de 28 mil pessoas no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde.

O vínculo e a missão da fundação com essa parcela da sociedade estão relacionados à produção de Talidomida, medicamento imunomodulador, que contém substância que potencializa ou suprime elementos do sistema imunológico, mas que ainda não possui mecanismo de ação completamente compreendido.

A Funed produz o medicamento desde 1973 e a produção é direcionada para programas estratégicos de saúde pública do Ministério da Saúde.

RDC n° 11, de 22 de março de 2011, estabelece controle sobre todas as atividades que envolvam a substância Talidomida e os medicamentos que a contenham, regulamentando que a produção da fundação seja exclusiva para o Governo Federal. Dessa forma, o medicamento é entregue, gratuitamente, apenas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e a Funed é a única produtora no Brasil.

No entanto, é importante destacar que o medicamento é recomendado apenas quando a doença apresenta sua forma reacional – quadros agudos, que ocorrem de modo súbito, interrompendo a evolução crônica da hanseníase. São caracterizados, geralmente, por exacerbada reação inflamatória, localizada ou sistêmica, que pode ser acompanhada de comprometimento de nervos periféricos, resultando em manifestação de dor acentuada, que requer cuidados especiais.

Além disso, o medicamento deve ser evitado para mulheres em idade reprodutiva. Entretanto, quando há recomendação médica, o tratamento exige um rigoroso controle para evitar a gravidez.

Evidências mostram que o uso do medicamento, nos três primeiros meses de gestação, pode provocar focomelia – síndrome caracterizada pela aproximação ou encurtamento dos membros junto ao tronco do feto, má formações, problemas visuais, auditivos, cardíacos, da coluna vertebral e, em casos mais raros, do tubo digestivo.

Para a farmacêutica responsável pela produção de medicamentos na Funed e coordenadora do Serviço de Produção Unidade III, Juliana Souki Diniz, a responsabilidade da fundação com a produção do medicamento é fundamental para garantir a qualidade de vida dos hansenianos e de outros pacientes que necessitam do remédio. “Seguimos procedimentos rigorosos na cadeia de fabricação para o controle sanitário dos riscos em torno da Talidomida”, afirma.

Outras informações:
Assessoria de Comunicação da Funed
(31) 3314-4576 / www.funed.mg.gov.br


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Fonte: AGÊNCIA MINAS

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