O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) explicou a retirada dos dois radares de velocidade instalados no km 301 da BR-354, na região conhecida como curva do Belvedere, em Rio Paranaíba. Segundo o órgão, os equipamentos foram desativados durante a transição dos contratos responsáveis pela fiscalização eletrônica nas rodovias federais administradas pelo departamento em Minas Gerais.
Com o encerramento da vigência do contrato anterior, os equipamentos e a infraestrutura vinculada à antiga contratação foram desmobilizados. De acordo com o DNIT, a medida permite que a empresa responsável pelo novo contrato instale seus próprios dispositivos, seguindo as especificações técnicas previstas e as regras estabelecidas pela Instrução Normativa nº 43/2021.
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Para o trecho da BR-354 em Rio Paranaíba, três pontos estão atualmente em fase de elaboração de Estudo Técnico e um quarto ponto passa por estudo de priorização. Dessa forma, existe previsão de retomada da fiscalização eletrônica de velocidade no trecho, inclusive em local que já era anteriormente monitorado.
A instalação dos novos radares depende de etapas como elaboração e aprovação dos estudos técnicos, instalação dos equipamentos, implantação da sinalização e aferição pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Somente depois desses procedimentos os dispositivos serão avaliados pelo DNIT e poderão receber autorização para entrar em funcionamento.
O departamento informou ainda que está adotando providências para antecipar e concluir a implantação dos equipamentos no menor prazo possível. O DNIT reforçou que os limites de velocidade estabelecidos pela sinalização devem ser respeitados pelos motoristas independentemente da existência ou do funcionamento de radares.
Sobre os acidentes no trecho, o DNIT informou que a base de Dados Abertos da Polícia Rodoviária Federal (PRF) não apresenta registros de sinistros no km 301 da BR-354 nos anos de 2024, 2025 e 2026. O órgão esclareceu, entretanto, que as ocorrências nesse trecho são registradas pela Polícia Militar Rodoviária de Minas Gerais e, por isso, podem não aparecer na base da PRF.
Ainda segundo o DNIT, a ausência de registros na plataforma da PRF não afasta a necessidade de medidas de segurança. A definição de locais para fiscalização eletrônica considera fatores como histórico de acidentes, características da rodovia e situações de risco, com o objetivo de prevenir ocorrências e reduzir comportamentos como o excesso de velocidade.














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