Camille Rocha (Júlio César) estava com pneumonia e sem sinais de agressão, aponta UPA

Ela procurou o atendimento no Centro de Atendimento para Enfrentamento à Covid-19.
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A morte de uma travesti de 54 anos comoveu a população de Patos de Minas. Desde a noite de domingo (30/11) o boato de que a morte teria sido causada por agressão ganhou força nas redes sociais.

O Patos Notícias desde que tomou conhecimento do fato apurou junto as autoridades competentes as prováveis causas do óbito. Camille Rocha, como gostava de ser chamada, deu entrada no Centro de Atendimento para Enfrentamento à Covid-19 com sintomas compatíveis com a infecção do novo coronavírus.

Nossa equipe também não encontrou nenhum boletim de ocorrência relacionado a agressão sofrida pela travesti. Em nota, a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Patos de Minas informou que:

“A paciente Júlio Cesar Garcia Rocha, 54 anos (Camille Rocha – Nome Social) deu entrada no Centro de Atendimento para Enfrentamento à Covid-19 (anexo à UPA de Patos de Minas) no dia 28/11/2020 (sábado), às 14h48, com relato de tosse, falta de ar e febre há três dias. Ela foi prontamente avaliada pelo médico plantonista, que solicitou exames e internação.

Camille relatou dores no corpo por motivos de agressões físicas sofridas no dia 26/11/2020, porém nos exames de Raio-X e clínico não foi evidenciada nenhuma lesão. A radiografia de tórax e exames de laboratório evidenciaram uma extensa pneumonia, e, devido às características, manteve-se a suspeita de Covid-19. A paciente apresentava fratura de clavícula antiga e já em processo de consolidação.

Camille permaneceu internada e relatou ter problemas relacionados à imunidade. Ela não utilizava as medicações adequadamente, o que resultou no agravamento progressivo do quadro.

Por volta das 23h de sábado, a paciente evoluiu com piora no quadro respiratório, sendo necessário proceder intubação traqueal. Ela permaneceu em ventilação mecânica em estado gravíssimo e, às 18h30 do dia 29/11/2020 (domingo), evoluiu com parada cardiorrespiratória e óbito.

A paciente foi reexaminada pelo médico Élcio Moreira Alves (diretor responsável técnico da UPA), que não encontrou nenhuma lesão física que poderia justificar o óbito ou que motivasse necessidade de exame de necropsia. A história clínica e exames laboratoriais são claros e definem que a paciente faleceu de insuficiência respiratória.

A UPA segue no aguardo de resultado do exame PCR-RT para confirmação da causa morte.”

A Assessoria de Comunicação ressaltou que, ao dar entrada na UPA, se houver sinais de agressão, é protocolo acionar a Polícia Militar. Camille Rocha foi sepultada somente na tarde desta segunda-feira (30/11) sem funeral como determina os protocolos devido a suspeita de Covid-19.

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