Violência policial contra manifestantes choca órgãos, entidades e população

ONU afirma: 'Houve uso excessivo de força'
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Foto: Mateus Ferreira (G1)

No dia 28 de Abril, manifestantes em todo o Brasil realizaram uma Greve Geral, contra o pacote de reformas propostas pelo Governo Temer. Exercendo o direito de manifestar e de realizar greve, garantido pela lei, grande parte dos manifestantes depararam-se com o uso da força por parte dos policiais.

Um dos cados mais notórios foi o de Mateus Ferreira, de 33 anos. O estudante de Ciências Sociais teve o cassetete do capitão Augusto Sampaio, subcomandante da 37ª Companhia Independente da Polícia Militar da Praça do Bandeirante com a Avenida Anhanguera quebrado em seu rosto, em Goiânia.

A pancada foi tão brutal que causou ao estudante traumatismo cranioencefálico e múltiplas fraturas, tendo inclusive que realizar um procedimento de reconstrução facial, nos quase 20 dias em que passou internado no Hospital de Urgências de Goiânia. O caso de Mateus, infelizmente, não foi um caso isolado. 

O Governo atual tem um modo peculiar de lidar com graves e manifestações. Tanto que a Organização das Nações Unidas – ONU, pronunciou-se acerca da violência registrada nos protestos da quarta feira(24) em Brasília, onde o Presidente em exercício, Michel Temer, convocou o exército.

‘O papel do governo é garantir a integridade e os direitos dos manifestantes, e impedir medidas que possam gerar uma escalada de violência. Direitos humanos de manifestantes devem ser garantidos mesmo que manifestantes cometam crime’, declara o diretor do centro de informações das Nações Unidas para o Brasil, Maurizio Giuliano. 

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