Vereadores arquivam denúncia de ex-funcionária da prefeitura

Ela alegou supostas irregularidades na concessionária que administra e moderniza a iluminação pública de Patos de Minas.

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Os vereadores de Patos de Minas votaram, na última quinta-feira (09/11), pelo arquivamento da denúncia de supostas irregularidades na administração e modernização da iluminação pública. O serviço é prestado por uma concessionária que venceu o leilão da PPP (Parceria Público-Privada), veiculada a Prefeitura Municipal.

A denúncia foi apresentada por uma ex-funcionária da prefeitura, que apontou supostos atrasos na execução do contrato, como a falta de instalação de módulos de telegestão.

Antes da votação, o secretário de Obras Públicas, Paulo Henrique Caixeta, falou na Tribuna Livre da Câmara Municipal. Ele explicou que a concessionária é fiscalizada por um verificador independente e que o relatório da primeira etapa ainda não foi concluído e será entregue na próxima terça-feira (21/11). Segundo ele, o documento que chegou a Câmara Municipal, e apontava supostos atrasos, não é oficial e nem a prefeitura teve acesso antecipado.

Paulo Henrique também citou que a funcionária, que atuava como fiscal, participava de reuniões regulares para verificar o andamento dos serviços prestados pela concessionária Ilumina Patos.

Questionado sobre a demissão da denunciante, Paulo explicou que ela não era uma servidora concursada. “Isso foi uma decisão da administração. Lá a gente preza pelo conhecimento, habilidades e atitudes. Se a colaboradora atende esses requisitos, ela atende a nossa administração. Por ventura, se algum destes requisitos não é atendido, a administração opta pela recissão do contrato”, disse.

O vereador José Luiz (Podemos) pediu que o secretário detalhasse o motivo da demissão, mas Paulo não revelou e alegou: “até por uma questão de ética isso não deve ser colocado em público”.

O presidente da Câmara Municipal, Gladston Gabriel (Podemos), foi citado formalmente na denúncia e acusado de postegar a convocação do secretário. Em entrevista, Gladston negou qualquer tipo de manobra política e que Paulo Henrique não compareceu antes devido a um conflito de agenda, fato que foi confirmado pelo próprio secretário.

Por fim, os vereadores votaram pelo arquivamento da denúncia por unanimidade, 16 votos.

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