
O vereador Gilson da Cunha Matos (PSD) é suspeito de injúria contra um cidadão de 65 anos após uma discussão registrada em Arapuá. O caso ocorreu no sábado (09/05), em um estabelecimento comercial. O parlamentar alega que foi provocado pelo cidadão e negou qualquer tipo de agressão física.
De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, o cidadão relatou que foi ao comércio para comprar alguns itens, quando encontrou o vereador, que já estava no interior do local. Segundo a versão apresentada à Polícia Militar, Gilson teria iniciado provocações relacionadas a uma desavença anterior.
- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -
Ainda conforme o registro policial, o vereador teria dito que, em outra ocasião, o cidadão havia se manifestado contra ele porque estaria “protegido pela polícia”, e o desafiado a se manifestar novamente. O cidadão de 65 anos também relatou que Gilson estaria com um canivete na mão direita e que passou a ofendê-lo verbalmente. Segundo o boletim, houve revide verbal por parte da vítima.
A ocorrência foi registrada como injúria consumada. Pelo Código Penal, injúria é o crime de ofender a dignidade ou o decoro de alguém, ou seja, atingir a honra subjetiva da pessoa por meio de palavras, gestos ou expressões ofensivas. A pena prevista no artigo 140 é de detenção, de um a seis meses, ou multa.
Uma testemunha ouvida pela Polícia Militar relatou que presenciou o acirramento verbal entre as partes e que houve troca de provocações e ofensas mútuas. Ela também informou ter visto Gilson com um canivete em uma das mãos, mas afirmou que não presenciou tentativa de golpe, ameaça direta com o objeto ou agressão física.
Em versão encaminhada ao Patos Notícias, o vereador Gilson da Cunha Matos afirmou que estava no estabelecimento com um canivete na mão fazendo reparo em uma torneira quando o cidadão entrou no comércio. Segundo ele, a abordagem ocorreu por causa de uma desavença anterior, registrada em novembro de 2021, durante a votação de um projeto no Legislativo de Arapuá.
De acordo com Gilson, na ocasião anterior, vereadores teriam sido agredidos física e verbalmente por várias pessoas durante uma manifestação. O vereador disse que fez denúncia contra 18 pessoas e afirmou que o cidadão de 65 anos era um dos participantes do episódio. Ele declarou ainda que chamou o homem de “vagabundo” e disse que aquela não seria postura de uma “pessoa de bem”.
Sobre o canivete, Gilson negou que tenha usado o objeto para ameaçar o cidadão. O vereador afirmou que o cidadão teria feito várias ofensas contra ele e pedido que ele o agredisse. Segundo Gilson, ele pediu apenas que o cidadão repetisse uma ofensa que teria sido dita na época da desavença anterior. O vereador declarou que, como o homem não repetiu a palavra, ele não o agrediu.
Gilson também afirmou que o ocorrido foi por volta das 10h30 e que permaneceu em Arapuá até aproximadamente 13h30, quando seguiu para Patos de Minas. Segundo ele, após receber uma ligação do comandante da Polícia Militar, combinou que procuraria a corporação quando retornasse à cidade. No entanto, ainda conforme o vereador, o boletim de ocorrência foi finalizado e ele foi liberado de prestar esclarecimentos naquele momento.
A ocorrência foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil de Rio Paranaíba para as medidas legais cabíveis. A responsabilidade pelo fato ainda deverá ser apurada pelas autoridades competentes.
Embora os fatos tenham ocorrido fora das dependências da Câmara Municipal, situações envolvendo agentes públicos podem ser avaliadas também sob a perspectiva da conduta esperada no exercício do mandato. A eventual relação do caso com o decoro parlamentar dependerá da apuração dos fatos.

















Os comentários não representam a opinião do Patos Notícias. A responsabilidade pelo conteúdo é integralmente do autor do comentário.