Uberaba: Secretária de Saúde discute estratégias de prevenção ao suicídio

Um dos pontos abordados é o comportamento suicida na adolescência e sua relação com o uso das mídias sociais.
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Foto: Andre Santos

A Secretaria de Saúde de Uberaba realizou nesta quinta-feira (14), uma mesa de discussão que abordou estratégias de prevenção ao suicídio. As palestras realizadas no anfiteatro da prefeitura durante a manhã fazem parte do conjunto de ações que a secretaria está promovendo durante toda a semana para conscientizar a população quanto ao suicídio.

O secretário de Saúde, Iraci Neto, destacou a importância e necessidade em se discutir o suicídio que é um problema de saúde pública. “O debate é fundamental para que tenhamos essa capacidade de discernir as dificuldades e conhecer as necessidades frente a esse problema e assim buscarmos o tratamento na saúde mental. Precisamos tratar essa doença que hoje está entre as principais na nossa sociedade”, pontua Neto.

De acordo com o diretor de atenção psicossocial de saúde mental, Sérgio Henrique Marçal, o dia 10 de setembro é o dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, e durante toda a semana, de 11 a 15 de setembro, a secretaria tem intensificado as ações nas Unidades de Saúde, principalmente nas Unidades Básicas de Saúde – UBS e nos e Caps.

“A mesa realizada discutiu parâmetros sobre o suicídio, apresentando números oficiais de suicídio e violência autoprovocada em Uberaba e região. Além de abordar estratégias de prevenção ao suicídio. Nosso intuito foi de trazer para as pessoas uma nova perspectiva de como se relacionar com a dor e o sofrimento que não através da negação e a culpa, entendendo que o sofrimento é natural do ato de existir e que precisamos desenvolver formas de lidar com isso para que a pessoa não precise prescindir da vida”, pontua Marçal.

A mesa foi composta pela especialista em saúde pública, Edinel Ávila, a psicóloga Maria Letícia Wierman e o psiquiatra especialista em psiquiatria da infância e adolescência, Renato Oliveira e Silva. A mesa teve foco em crianças e adolescentes pensando no aumento exponencial dos casos de mutilação e suicídio entre adolescentes.

O psiquiatra, Renato Oliveira e Silva, destaca que é fundamental, por mais desconfortável que seja, lidar com esse assunto. “O suicídio é segunda causa de mortes entre 14 e 19 anos, segundo dados da Organização Mundial de Saúde e precisa ser tratado e exposto na sociedade”, pontua Renato.

Um dos pontos abordados é o comportamento suicida na adolescência e sua relação com o uso das mídias sociais. “Os jovens estão sobre forte influencia das mídias sociais como Instagram e Facebook e precisamos ficar atentos à repercussão do comportamento suicida nessas mídias”, ressalta Silva.

A especialista em saúde pública, Edinel Ávila, destacou a importância do preenchimento da ficha de notificação de violência interpessoal e provocada, pois é a partir desse registro que é possível fazer alguma coisa. “É importante que seja notificado todo caso de tentativa de alto extermínio. Na medida que a pessoa tentou o suicídio e não morreu ela precisa ter um atendimento psicológico, pois provavelmente a pessoa irá tentar novamente”, enfatiza Ávila.

De acordo com a especialista, é importante estabelecer uma estratégia para que as pessoas sejam atendidas. “Nesse ano tivemos notificados 79 casos de tentativa de autoextermínio, um número que podemos dobrar, pois muitas vezes os casos não são notificados. É precisa que o município se organize para receber essas pessoas através do atendimento psicológico e é isso que foi discutido nessa manhã”, ressalta Ávila.

Jorn. Natália Melo – Comunicação PMU

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