Tudo e todas as coisas é o novo A culpa é das estrelas?

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Imagem: reprodução

Se é para adolescentes é sucesso: De Clube dos Cinco a Jogos Vorazes, é fato que o público adolescente movimenta boa parte da industria do entretenimento. Mas, nos últimos anos é notável a estagnação do gênero. Com filmes que tentam repetir fórmulas de sucesso, o que vemos são grandes franquias como Divergente e Percy Jackson cair no esquecimento.

O segredo para as falhas consecutivas talvez seja a falta de fidelidade em relação ao material original. Afinal, a grande fanbase dessas obras são os leitores, que não ficam nada felizes de verem suas histórias favoritas serem distorcidas para atrair o grande público aos cinemas. Na tentativa de agradar a gregos e troianos (leitores e público geral), as empresas falham em produzir um novo grande sucesso.

Olhando para as bilheterias nos últimos anos, A culpa é das estrelas, mesmo dividindo opiniões, pode ser considerado o último grande sucesso do gênero sick lit (romance em que um dos personagens está doente). Tudo e todas as coisas não é tão pretensioso quanto a obra de John Green (que corresponde às expectativas), mas é um respiro para o gênero tão saturado de relações clichês e mortes previsíveis.

O livro: Everything, Everything (Tudo e todas as coisas no Brasil) é o romance de estréia de Nicola Yoon. Publicado em 2015, surpreende com a facilidade de usar os clichês a favor dos protagonistas. Você já sabe o que vai acontecer, já leu essa mesma história um milhão de vezes, mas o carisma de Olly e a inocência despretensiosa de Maddie é cativante.

Para os fãs de literatura, as referências a outras obras é um prato cheio. Talvez a maior qualidade do livro seja criar uma personagem com a qual podemos facilmente nos relacionar. Ela possuí uma doença grave, sendo alérgica a quase tudo, vive presa. Mas, quem nunca se sentiu alheio ao mundo, com medo, mas ao mesmo tempo curioso, para explorá-lo?

Uma leitura leve, competente e perfeita para seu público-alvo.

O filme: Ontem foi o dia de Maddie e Olly finalmente aparecerem na telona. Amandla Stenberg (Jogos Vorazes) e Nick Robinson (A 5ª Onda) parecem confortáveis nos papeis durante os trailers. Diferente de outras apostas, este filme não te fará chorar, mas no fim deixará uma sensação de leveza.

Para os fãs do gênero, fica a esperança de finalmente uma nova adaptação fazer justiça ao livro.

Ana Paula Marques

Triângulo Notícias

16/06/17

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