Tribo de venezuelanos: Pedir esmola é cultural, um trabalho, aponta prefeitura

Diversas instituições se uniram para criar a Rede de Apoio aos Imigrantes em Patos de Minas.
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A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social realizou na manhã desta terça-feira (21/12) uma reunião para dar início a Rede de Apoio aos Imigrantes em Patos de Minas. A ação contará com a participação Conselho Tutelar, Sedese, Defensoria Pública, Ministério Público, Secretaria de Saúde, Secretaria de Educação, Diretoria de Relações Institucionais, Polícia Militar e Procuradoria-Geral do Município, além de membros da Organização das Nações Unidas – ONU.

Segundo a secretária municipal de Desenvolvimento Social, Jorgiane Suellen, reúne os melhores esforços em prol dos imigrantes. Atualmente, o grupo de Venezuelanos que está em Patos de Minas tem uma forma diferenciada, pois é um grupo indígena e que possui condições específicas.

Jorgiane ressaltou durante reunião que o grupo fica geralmente próximos ao semáforos e que usam as crianças para pedir mantimentos. Segundo ela, essa maneira é comum para eles. “É uma coleta que eles fazem e que é o cultural deles”, explicou.

Uma estimativa da ONU, segundo Jorgiane, é que existam mais de 300 famílias desta tribo indígena venezuelana em Minas Gerais, sendo que possuem cerca de 150 crianças.

A conselheira tutelar, Valéria Elias, explicou que a situação das crianças é preocupante, porém não podem ser levadas para abrigos. Segundo ela, o venezuelano quando está dentro do território brasileiro está sujeito as leis nacionais, que possui o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Valéria explicou que colocar estas crianças num abrigo não é recomendado. As crianças não falam português, é extremamente ligada aos familiares e possui uma alimentação diferenciada. “Vamos vitimizar esta criança mais uma vez se a gente colocar ela numa instituição. Apesar também que as nossas instituições não estão preparadas para receber estas crianças que falam um dialeto totalmente diferente do nosso”, ressaltou.

A diretora municipal de Proteção Especial, Elizete Mundim Carneiro, disse que os imigrantes que estão atualmente em Patos de Minas estão hospedados numa pensão próximo ao terminal rodoviário. São duas famílias que atualmente estão na cidade.

Um casal não quer mais ficar em Patos de Minas e pretende ir para Belo Horizonte, já que a mulher está gravida e quer ter o filho na capital mineira, onde possui familiares. Já a outra família pretende ir para Rio Verde/GO, porém não agora. Esta família pediu ajuda com a alimentação, pois tem dificuldade na “coleta” e não estão recebendo dinheiro suficiente.

Ainda de acordo com a diretora, eles não possuem intenção de ficar em Patos de Minas. Eles possuem um grupo de comunicação onde eles trocam informações sobre as cidades, qual está ganhando mais dinheiro na “coleta de donativos”. A diretora ressaltou também que está é a cultura deles e que para eles, isso é uma forma de trabalho.

“Eles não querem trabalho, eles querem receber o deles, fazer a campanha deles na cidade e ficar mudando (…) Eles vivem a cultura deles, dentro de Minas Gerais e até do Brasil”, finalizou.

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