Tratamento pós-covid é vital para evitar sequelas permanentes, explica fisioterapeuta

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Fisioterapia
Foto: Aldineiderios por Pixabay

A luta contra a COVID-19 é desgastante para o paciente, sobretudo quando é necessário a internação. Após a cura, no entanto, a pessoa ainda tem que lidar com as sequelas, como a perda da performance respiratória e física. A fisioterapeuta, Dra. Diulli Martins, explica, em entrevista, a importância do tratamento pós-covid.


Quais as diferenças da reabilitação cardiopulmonar convencional daquela aplicada aos pacientes da Covid-19?

A reabilitação realizada no tratamento dos pacientes “pós-Covid” está relacionada com o tratamento das sequelas e sintomas remanescentes (que permaneceram) após a infecção pelo vírus. As complicações e o grau de comprometimento variam muito entre as pessoas afetadas.

A reabilitação cardiopulmonar convencional  está relacionada com o tratamento através de intervenções terapêuticas , “não farmacológicas” de doenças metabólicas (exemplo: obesidade), problemas cardíacos (exemplo: após infarto agudo do miocárdio), doenças pulmonares crônicas, dentre outras.

Como inicia o tratamento?

É feito uma avaliação que segue as etapas:

  1. Anamnese: obtenção dos dados e informações especificas a respeito do estado de saúde e funcionalidade do(a) paciente.
  2. Exame físico: inspeção, palpação, obtenção de dados vitais, aplicação de questionário. Em determinados casos, exames específicos (ressonância magnética, Raio-X, tomografia computadorizada, espirometria.

Os resultados do tratamento fisioterapêutico dependem em grande parte de uma boa avaliação, na qual o profissional busca entender as demandas de cada paciente a fim de elaborar o diagnóstico fisioterapêutico adequado e plano de tratamento eficaz, visando o bem estar biopsicossocial.

O tratamento é feito durante o tratamento da Covid ou após a cura?

A fisioterapia é iniciada no ambiente hospitalar por pessoal especializado. Durante a internação o paciente recebe tratamento multidisciplinar (cuidados médicos, psicológicos, fisioterapêutico, enfermagem…). Após a alta hospitalar, a reabilitação é realizada em clínicas ou através de atendimentos domiciliares. Pacientes que não necessitaram de internação que tiveram sintomas leves, é respeitado o período de quarentena (geralmente após 14 dias do início dos sintomas, com a observação dos mesmos) para começar a reabilitação.

São utilizados equipamentos? Tem alguns exercícios que podem ser feitos em casa?

Sim. Existem aparelhos/instrumentos específicos utilizados, os mais comuns são incentivadores respiratórios, instrumentos para fortalecimento de musculatura respiratória e higiene brônquica, dentre outros.

Qual o tempo médio de recuperação?

Varia entre cada pessoa, está relacionado com o tempo de internação e o grau de comprometimentos.

Tem alguma contraindicação do tratamento?

O primeiro passo ao iniciar o atendimento é realizar a Avaliação Fisioterápica, na qual são colhidas informações essenciais a respeito do quadro de saúde do (a) paciente, patologias associadas, medicamentos utilizados, dentre outras, a fim de estabelecer a conduta adequada para cada paciente e identificar possíveis limitações do mesmo. Existem algumas contraindicações específicas, como por exemplo a presença de pneumotórax, porém a avaliação ajuda a identificar as possíveis contraindicações existentes.

Quais outras situações deve-se fazer o tratamento cardiorrespiratório?

Pessoas com problemas respiratórios específicos advindos de doenças crônicas ou de hábitos como o tabagismo, limitações funcionais consequentes de doenças metabólicas como obesidade,  reabilitação após cirurgias cardíacas, dentre outros.

Pessoas da melhor idade podem fazer? Quais os benefícios?

Sim, além da reabilitação com objetivo de recuperar a função respiratória e motora ( funcional), devemos atentar também para a prevenção de limitações que podem surgir com as mudanças que aparecem no decorrer do tempo, e com os hábitos que a pessoa leva.  Além do cuidado com a função cardiorrespiratória, outros fatores devem ser trabalhados como por exemplo: fortalecimentos específicos, treino de equilíbrio e propriocepção, treino para melhorar a coordenação motora, dentre outros, visando aumento do bem estar e qualidade de vida desse público específico.


Dra. Diulli Martins

Graduada em Fisioterapia pelo Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM), com pós-graduação em Fisioterapia Traumato-Ortopédica. Com conhecimento especializado em Dry Needling, Auriculoterapia, Massoterapia e Ventosaterapia. Atua há dois anos em atendimento clínico, individualizado e personalizado domiciliar (home-care).

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