Torcedor fanático da URT, Renatão morre vítima de COVID-19

A informação foi confirmada por amigos próximos a família.
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O Patos Notícias lamenta informar a morte do torcedor Renato da Cunha Ferreira Júnior, de 53 anos, conhecido como Renatão da URT. A informação foi confirmada por amigos e o motivo da morte seria complicações com o COVID-19. Renato Junior foi sepultado às 05h desta sexta-feira (22/01) no Cemitério Municipal Santa Cruz. Não houve velório, atendendo a protocolos sobre a COVID-19.

Torcedor fanático da União Recreativa dos Trabalhadores – URT, Renatão sempre esteve presente nos jogos no Estádio Zama Maciel.

Várias manifestações de pesar foram emitidas. Uma delas é do publicitário e amigo, José Mauro Versiani:

José Mauro Versiani, Cristhian e Renato
Foto: Arquivo Pessoal

“Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.”

Carlos Drummond de Andrade


Hoje, 22 de Janeiro de 2021 o mundo perdeu um pouco de seu brilho.
Hoje o céu ganhou mais um torcedor da URT, um grande amigo, excelente pai e marido, um companheiro para todas as horas.

Desde os tempos em que fazíamos nossas viagens ao “Paraguai” ou mesmo quando aos domingos nos encontrávamos nos butecos da Av. Brasil para assistirmos os jogos do Trovão Azul. Ai do treinador o dia em que o time não jogava bem. Ranzinza, corneteiro, ficava alí no alambrado cobrando raça do time, mostrando o caminho da vitória. E se a URT perdia, ficava mau humorado e de mau com os deuses do futebol.

Também era politizado e gostava de dar uns “pitacos”  nas campanhas políticas, principalmente nas eleições em Patos e Presidente Olegário. De opinião forte, polêmico era o tipo de pessoa que tinha a visão prática da vida.

Mas hoje de madrugada o meu amigo se foi. Sem  chance de velório. Foi enterrado as 4 horas da manhã.  O velório é a maneira de se compreender que de fato aquela pessoa se foi. Pular esse momento, agrava  a dor, mas é necessário cumprir os protocolos da pandemia.

Sendo assim, sem velório, fica uma despedida que não se realizou, ali, naquele espaço do irrealizável é muito ruim. É estranho o sentimento de você estar impossibilitado de dar tchau, de fazer uma homenagem.            Dá um sentimento de impotência. Então a minha  homenagem ficará nas lembranças do homem do sorriso largo, leal, amigo dos amigos e que sempre haverá um lugar do lado esquerdo do meu peito.

“Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!”

Creio eu então que a loucura está próxima, porque tenho perdido muitos amigos. Que venha logo a vacina para todos. E que tenha misericórdia da vida de cada familiar deste meu eterno e já saudoso “Renatão”.

Adeus, meu bom amigo!
Descanse em paz.

José Mauro Versiani  – Publicitário

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