Sucateado! Sindicalista denuncia abandono dos Correios

Após usuário denúnciar falta de embalagens para postagens, "Gil Carteiro" solta o verbo, fala dos motivos da greve e defende os servidores.
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Na tarde da última terça-feira (13), por telefone, o Diretor Sindical da Sintect-ura, Gil Santos Silva, conhecido como Gil Carteiro, falou sobre a greve nacional dos Correios, e apontou a gestão atual e o Governo Federal como culpados da possível sucatização da estatal, para fins de privatização.

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Ao ser questionado sobre os motivos da greve, o sindicalista diz tratar-se de combate a retirada de direitos, se referindo a decisão dessa segunda-feira (12) do Tribunal Superior do Trabalho (TST) de alterar as regras do plano de saúde dos funcionários da empresa, que agora precisarão custear a cobertura de familiares.

Informado pela nossa equipe da denúncia de um usuário que alegou não haver embalagens para envio na agência da Rua José de Santana, Gil não se mostrou surpreso e revelou ainda a falta de diversos materiais de trabalho, como clipe de papel e fita adesiva. “Está chegando a um ponto que o próprio trabalhador está tendo que comprar o material” disse ele.

Ainda na defesa da greve, o sindicalista diz haver falta de funcionários na estatal. Afirma ter havido mais de 20 mil demissões nos últimos anos, e que desde 2011 não há concurso público para novas contratações. E liga essa falta de pessoal, às demoras nas entregas e filas nas agências.

Termina ele dizendo, que a culpa não é do carteiro nem do atendente, que a situação atual dos Correios deve-se a intenção do Governo Federal de privatizar a empresa.

Ouça o áudio

A equipe do Triângulo Notícias entrou em contato com a assessoria de imprensa dos Correios, para comentar sobre a greve, e a falta de material de trabalho e embalagens na agência, mas até este momento não obtivemos resposta.

Fim da Greve

Em assembleias realizadas ontem (13), trabalhadores dos Correios de diversos estados aprovaram o fim da greve deflagrada ontem (12) e o retorno aos trabalhos a partir desta quarta-feira (14).

Segundo a federação da categoria, apenas dois estados ainda terão assembleias nos próximos dias para avaliar a continuidade da paralisação: Rio de Janeiro e São Paulo.

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