Socorrista do SAMU diz que foi vítima de agressão policial; PM alega resistência a prisão

A vítima reside em Patos de Minas e estava visitando familiares em Rio Paranaíba. Os fatos ocorreram no domingo, 10 de janeiro.
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Foto: Divulgação (Arquivo Pessoal)

O técnico em enfermagem e socorrista do SAMU, Maicon Douglas da Silva, denunciou nesta semana uma suposta agressão por parte de policiais militares em Rio Paranaíba. Os fatos narrados ocorreram no último domingo (10/01) no pátio de um posto de combustíveis na entrada da cidade.

Maicon disse que reside e trabalha em Patos de Minas, contudo seus familiares moram em Rio Paranaíba. No domingo (10), ele foi até o município para pescar. Durante a noite saiu para lanchar e depois passou na conveniência do posto para comprar uma bebida. No local havia veículos com som automotivo e ele resolveu ligar o dele.

Em determinado momento uma guarnição da Polícia Militar se aproximou. Maicon disse que desligou o som, contudo foi surpreendido por um militar que aplicou uma gravata (golpe em que o atacante, postado por detrás da vítima, passa-lhe o braço ao redor do pescoço imobilizando-a e sufocando-a).

Maicon informou que o som já estava desligado e que não resistiu a prisão. Na continuidade, dois PMs teriam desferido golpes de cacete provocando várias lesões. Ele ainda disse que pediu que o superior da guarnição ordenasse para que os subordinados cessassem a agressão, mas sem sucesso.

Depois de alguns instantes, Maicon foi imobilizado e posteriormente, por livre vontade, encaminhado ao quartel. A PM ofereceu a assinatura de um termo de compromisso para que fosse liberado, contudo ele negou. Diante disso, foi encaminhado para a delegacia de Polícia Civil, onde solicitou um exame de corpo de delito para si e para os militares envolvidos na ocorrência, contudo o pedido não foi acatado.

Maicon Douglas disse que representará contra os militares. Ele divulgou imagens das lesões sofridas:

O comando da PM de Rio Paranaíba disse, em nota, que Maicon teria sido abordado por duas vezes. Na primeira, os militares teriam pedido para desligar o som, ordem acatada pelo abordado. Na sequência o som teria sido ligado novamente e ele negou desligá-lo e resistiu a prisão. A nota, assinada pelo Tenente Fábio Gomes Oliveira, comandante do Pelotão, informa que a corporação está a disposição para esclarecimentos e formalização de denúncia contra os policiais. Leia a íntegra a seguir:

No dia 12 de janeiro foi veiculada na imprensa regional uma reportagem em que o cidadão M.D.S, 30 anos, alega ter sido agredido por policiais militares durante uma ocorrência no dia 10 de janeiro em um estabelecimento comercial de Rio Paranaíba.

PELO QUE CONSTA NO BOLETIM DE OCORRÊNCIA, no dia dos fatos, o

autor estava com o aparelho de som ligado em alto volume no local do ocorrido, havendo várias ligações no 190 de pessoas reclamando do excesso de barulho causado pelo aparelho sonoro.

Em um primeiro momento, os policiais estiveram no local e dialogaram com M.D.S, ordenando que o aparelho de som fosse desligado, o que, de imediato foi atendido. Porém, assim que os militares voltaram a patrulhar a cidade, várias outras ligações foram recebidas no 190 dando conta que o suspeito havia ligado o aparelho de som do carro novamente, desobedecendo a ordem dada, o que fez com que os policiais retornassem ao estabelecimento comercial, quando presenciaram o carro do autor com o aparelho de som ligado em volume imoderado.

Neste momento, os policiais chamaram M.D.S para conversarem e resolverem o problema de forma pacífica, porém ele se recusou, começou a se afastar, ofender os agentes com palavras ofensivas e empurrar os militares, momento em que foi necessário usar de técnicas de imobilização para contê-lo.

Contudo, devido ao estado nervoso e agitado dele, não foi possível, pois, além de não acatar as ordens dos policiais, ele passou a oferecer resistência, empurrando com força os policiais, os quais sofreram também algumas lesões.

Após diversas tentativas de contenção do autor por meio de técnicas de defesa pessoal, as quais foram ineficientes, os militares foram obrigados a usarem dos meios que dispunham no momento, quais sejam: bastão de madeira e bastão tonfa, já que, além da resistência do suspeito, populares investiram contra os policiais para interferir na ação.

Em virtude da resistência à prisão, assim como M.D.S, os policiais, como dito acima, também foram lesionados, porém, o suspeito, na presença de testemunhas, dispensou atendimento médico.

Ao final da ocorrência, o autor mais uma vez não quis colaborar com a solução do caso, recusando a assinar o termo de compromisso, sendo então necessário deslocar com ele até a presença do delegado de plantão na cidade de Patos de minas.

Por fim, M.D.S alega que houve excesso por parte dos policiais, os quais, segundo ele, teriam usado de força desproporcional. Diante disso, a Polícia Militar (2º Pelotão da 216ª Cia PM – Rio Paranaíba), encontra-se aberta para prestar qualquer tipo de esclarecimento sobre o fato, bem como para receber o autor e seus representantes, no caso da formalização de alguma denúncia contra os policiais, visando melhor apurar o ocorrido.

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