Servidores da UPA se dizem esquecidos e reivindicam abono de R$ 850

Manifestação silenciosa, usando cartazes, reivindica o pagamento do benefício em Patos de Minas.
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Foto: Igor Nunes (Patos Notícias)

Funcionários da UPA fazem protesto silencioso, na manhã desta quarta-feira (19) e cobram o pagamento de abono pecuniário de 850 reais. O benefício, concedido pela Prefeitura, é destinado aos profissionais da saúde que estão na linha de frente de enfrentamento ao novo coronavírus. No entanto, não é extensivo a todos os servidores da área. Enfermeiros, recepcionistas e até mesmo as equipes de segurança afirmam que atuam diretamente com a doença. Eles alegam que foram esquecidos pela Prefeitura.

Cartazes foram espalhados por toda a Unidade e traduzem a indignação dos funcionários. Temendo retaliações, ninguém se dispôs a gravar entrevistas. A estratégia adotada no momento é o silêncio. Em documento entregue à reportagem do Clube Notícia, os servidores da UPA afirmam que trabalham há “cinco meses com medo de se contaminar e levar a contaminação para casa e para os familiares”.

Os funcionários da UPA também disseram que estão com sobrecarga de trabalho. Em conversa com a reportagem do Clube Notícia, eles afirmaram que estão sem férias, desde o início da pandemia. O benefício está suspenso; as saídas são permitidas apenas por meio de atestado médico. “Desde o início da pandemia nossa insalubridade tinha que ter alcançado o teto máximo de 40%, até isso a Prefeitura se nega a nós dar! Estamos trabalhando feito máquinas”, comentou um funcionário, que, por temer retaliações, prefere não se identificar.

O abono mensal de R$ 850 para profissionais de saúde que estão na linha de frente do combate à COVID-19 foi aprovado pela Câmara Municipal de Patos de Minas, no início deste mês. A proposta, de autoria do Executivo, prevê o pagamento do benefício a 119 servidores. O mesmo texto apresentado ainda criou 10 funções temporárias de Médico Intensivista Plantonista para prestar serviços no Hospital de Campanha e na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para atendimento a pacientes com o novo coronavírus.

Depois da publicação desta reportagem, profissionais do SAMU e das UBS também procuraram o Patos Notícias relatando a insatisfação com o não pagamento do abono.

A prefeitura municipal foi procurada, mas ainda não se manifestou. Assim que obtivermos retorno, atualizaremos essa matéria.

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