Servidores da rede estadual de ensino entram em greve

A paralisação é por tempo indeterminado.
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Os servidores da rede estadual de ensino de Minas Gerais iniciaram uma greve a partir desta quarta-feira (09/03) por tempo indeterminado.  A categoria reivindica ao governo Zema o cumprimento do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN).

O coordenador da sub-sede do SIND-UTE em Patos de Minas, Ricardo Barreto, disse que a categoria reivindica o pagamento do piso salarial federal. Segundo ele, existe uma lei federal e outra estadual que garante o pagamento do piso de acordo com o Fundeb.

Ricardo disse que há nove anos não houve reajuste salarial. Os servidores reivindicam o pagamento do piso para as oito categorias. Além disso, os profissionais da educação também são contra o Regime de Recuperação Fiscal do governo de Romeu Zema. A proposta pode congelar os salários dos professores durante nove anos, além de não realizar concurso público durante o regime, explicou Barreto.

“O governo Zema descumpre um direito legal, sabe da nossa reivindicação desde o primeiro dia da gestão, em 2019, e não apresentou nenhuma política de valorização salarial para a Educação. O Piso é Lei e não vamos abrir mão!” disse Denise Romano, coordenadora-geral do Sind-UTE/MG

Denise explica que Auxiliares de Serviços da Educação Básica (ASB’s), por exemplo, recebem menos de um salário-mínimo. “Enfrentamos um empobrecimento estrutural e o governo precisa cumprir a lei. Dignidade remunerativa é um direito. Já notificamos o governo sobre a paralisação e a possibilidade de aprovarmos na Assembleia a greve na Rede Estadual, a partir do próximo dia 9 de março.”

A coordenadora-geral do Sind-UTE/MG reforçou que a categoria também se mobiliza contra o Regime de Recuperação Fiscal do governo Zema, que foi encaminhado à Assembleia Legislativa por meio do Projeto de Lei 1.209/2019. “O Regime congela salários e carreiras, proíbe realização de concursos e reajustes salariais por até nove anos, amplia as privatizações de empresas públicas. Precariza os serviços públicos. Por isso, nossa luta é contra o Regime de Recuperação Fiscal. Não existe Piso Salarial com o PL 1.209/2019.”

Greve em Patos de Minas

O Patos Notícias entrou em contato com o superintendente regional de educação, Carlos José Coimbra. Ele disse que o órgão ainda faz levantamento quanto as instituições que aderiram em Patos de Minas e região. Assim que a informação for divulgada, atualizaremos essa reportagem.

Fotos: Sind-UTE

 

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4 Comentários
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Beyblue
10/03/2022 07:38

Acabaram de receber um reajuste de 33,24% do presidente e ainda querem mais?! O maior aumento que já tiveram e ainda querem mais, os alunos já ficaram bem prejudicados com a pandemia e vem greve!?

Quem devia receber aumento agora é o pessoal da saúde que durante toda a pandemia trabalharam presencialmente e não receberam nenhum reajuste!

Neide Aparecida
09/03/2022 13:16

Concordo com a opinião de quem disse que os alunos vão ficar no prejuízo… ou será os dois que não aguentam mais os filhos em casa?
A luta é um direito e necessária. Só um exemplo prático. Em 2019/2020 , 500 gramas de café cajuba custava 7.90 e hoje custa 19.00 reais e nosso salário continua o mesmo. Agora pergunto a vcs será q é possível sobreviver?

Irritada
09/03/2022 12:31

Mal voltaram a trabalhar e já entram em greve,… não sou contra irem atrás do seu …..mas convenhamos que quem sai perdendo e o aluno.,..

Pirilampo
09/03/2022 10:36

Ninguém merece!!

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