Segundo a PROTESTE juros do rotativo do cartão de crédito podem chegar a até 1158% ao ano

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin

Nova regulamentação não garante a redução dos juros praticados pelos fornecedores

Resultado de imagem para juros
Foto: Divulgação

De acordo com a simulação divulgada pela PROTESTE, Associação de Consumidores, no inicio desse ano, pagamentos feitos através do rotativo do cartão de crédito podem sofrer com juros de até 1158% ao ano. Essa estimativa foi alcançada com base no último estudo de cartão de crédito realizado pela associação.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou no dia 26 de janeiro, deste ano, a resolução 4.579, que determina as novas regras que as administradoras de cartão de crédito deverão seguir ao financiarem o saldo devedor do cliente. A medida estabelece que, a partir de abril as administradoras não poderão mais financiar o saldo devedor por meio do cartão rotativo por mais de um mês.
Antes de a medida entrar em vigor as administradoras de cartões de crédito ofereciam para os seus clientes, que de alguma forma não puderam pagar o valor total de sua dívida, o pagamento através do crédito rotativo. Isso ocorria de forma automática, assim que o consumidor não pagava o valor total da fatura e optava por fazer o pagamento mínimo ou acima do mínimo, ele caia automaticamente nesse tipo de crédito que financiava o restante da dívida daquele mês.
Agora com as novas regras os cartões ainda poderão disponibilizar a função do rotativo como método de pagamento para os consumidores, no entanto, esse recurso só poderá ser usado no primeiro mês, após esse período a instituição financeira deverá parcelar o saldo devedor em linha de crédito com juros mais baixos do que os juros praticados no financiamento na modalidade de crédito rotativo.
No entanto, mesmo que o consumidor use o rotativo apenas no primeiro mês e posteriormente parcele sua dívida a juros mais baixos, nada o impede de continuar usando o cartão de crédito, contrair outra dívida e entrar no rotativo novamente para novas compras. Um ciclo sem fim, a menos, é claro, que o consumidor quite o total da fatura, que é o que a PROTESTE recomenda. Porém, a cada novo parcelamento e a cada nova inserção do cartão de crédito no rotativo, fica ainda mais difícil de ver livre das dívidas.
Essa resolução não estabelece qual é a modalidade de crédito a ser disponibilizado, deixando, portanto, a exclusivo critério da instituição financeira a fixação da modalidade a ser oferecida. A única exigência é que a taxa de juros seja inferior à taxa do crédito rotativo. 
Porém nada garante ao consumidor o quão menor essa taxa seria.
De acordo com a simulação feita pela PROTESTE, uma dívida no valor de R$850,00 financiada pelo crédito rotativo, com juros médio de 476% ao ano que equivalem R$1392,74, ou seja, o valor que o consumidor pagará, ao final de 12 meses, será mais que o dobro de sua dívida. Já a mesma dívida financiada pelo crédito parcelado, com juros médios de 236% ao ano que equivalem a R$930,92, que apesar de menores, em comparação com o rotativo, ainda são muito altos.
Com base na simulação é possível constatar que essa medida, ao contrário do que propõem, não assegura juros significativamente menores que o do rotativo, dependendo inteiramente da instituição financeira. Também não impede que o consumidor utilize o cartão de crédito mesmo enquanto estiver na modalidade do rotativo. E por fim, fracassa no seu principal objetivo: combater o superendividamento.

Déborah Santos
Triângulo Notícias
20/04/2017

QUAL SUA OPINIÃO ? COMENTE!

Os comentários não refletem a opinião do portal. Não nos responsabilizamos por eles e em caso de descontentamento use a opção “Denunciar ao Facebook”. Você está sujeito aos nossos Termos de Uso.

NOTÍCIAS RELACIONADAS