Rodas de Leitura leva a escritora Carla Madeira a unidade prisional de Caeté

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Criar o hábito da leitura e abrir portas para mudanças. Esses são dois dos objetivos do Rodas de Leitura, desenvolvido pelo Servas, em parceria com o Instituto Sempre um Papo e a Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap), dentro dos presídios e penitenciárias do estado de Minas Gerais.

Como recurso para despertar o interesse das pessoas privadas de liberdade do presídio de Caeté (Território Metropolitano), a autora do livro “Tudo é Rio”, Carla Madeira, foi a convidada especial do último bate-papo realizado na unidade prisional.

A publicação é objeto do trabalho que tem sido desenvolvido nas rodas de leitura na instituição promovidas pelo Servas. O encontro foi uma tarde de troca de experiências, descobertas e muito bate-papo sobre o livro.

“Quando fui convidada, fiquei supercomovida e ao mesmo tempo um pouco ansiosa para entender o que era o projeto, como funcionaria dentro de um presídio, onde tem questões particulares muito intensas, sobre a construção de uma vida… então, eu queria entender como isso ia acontecer”, relata a escritora.

Segundo Carla, a experiência superou suas expectativas. Mais do que ensinar, ela aprendeu com os detentos. “Fiquei muito comovida de ver essas pessoas se apropriarem da leitura, falarem com propriedade dos sentimentos delas, da questão do perdão, de refazer a vida… foi uma conversa muito intensa, muito rica. Saí de lá diferente de como entrei, porque não tinha noção do poder do livro, do que ele representaria”, afirma.

A participação de Carla no Rodas de Leitura é uma das propostas do projeto criado para transformar a vida das pessoas privadas de liberdade. Desde 2016, já participaram dos encontros os escritores Xico Sá, Leonardo Boff, Frei Betto, Humberto Werneck, Luiz Fernandes de Assis e Zulmira Furbino.

O projeto

O Rodas de Leitura está presente em oito alas de unidades prisionais do estado de Minas Gerais. É um projeto de leitura orientada, em que voluntários ajudam detentos e detentas na produção de resenhas sobre obras lidas, o que lhes darão a possibilidade de remição de pena (um dia para cada obra lida e atividade executada) de acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 

Fonte: Agência Minas

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