Reino Unido iniciará processo de saída da União Europeia

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Brexit é a abreviação de Britain (Grã-Bretanha) e Exit (saída). E significa a saída do Reino Unido da União Europeia.

Theresa May, primeira-ministra do Reino Unido.
Foto: Reprodução
Nesta quarta-feira (29/03), a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May sancionará o artigo 50 do Tratado de Lisboa. Essa que é uma notificação formal da intenção de saída do país da União Europeia e o início de negociações para chegar a um acordo.

Na semana passada, a Câmara de Londres, aprovou a Lei da União Europeia (notificação de saída) sem nenhumas das emendas incluídas no início do mês, pois essas foram derrubadas em votação na Câmara dos Comuns.

Esse processo está previsto no Artigo 50, que prevê que um país pode deixar o bloco no prazo de dois anos após o início das negociações formais, ou seja, o Reino Unido estará oficialmente fora do bloco em meados de 2019. 

No entanto, o começo das negociações deve demorar semanas ou até meses. Nessas, o governo britânico e a UE devem chegar a um acordo sobre os termos de saída. E abrir brechas para possíveis relacionamentos futuros, principalmente no comércio. Pois durante as negociações, o Reino Unido não pode iniciar acordos comerciais com países fora do bloco.

David Davis é o ministro encarregado do Brexid, apesar de ter sido contra, ele prometeu voto popular durante sua campanha eleitoral.  E em junho de 2016, ocorreu um referendo, onde os britânicos decidiram o futuro de sua nação. Nesse, 52% votaram favorável à saída do Reino Unido do bloco europeu.

Todavia, o país terá mais a perder do que a UE. Pois, a Escócia pretende ter um referendo de independência antes da saída oficial do Reino Unido do bloco. Os escoceses querem permanecer na UE, e não permanecerá se estiver sob o domínio britânico. Caso a independência aconteça durante o período das negociações, o país poderá se aliar a UE em algum momento. E com isso, o Reino Unido se enfraquecerá, uma vez que, outros países dominados pelo império britânico podem sofrer influencia da Escócia e convocar referendos de independência.

Outra questão é nas negociações, qual o rumo o país deve seguir. Visto que, a nação pode se tornar um membro do EEE (Espaço Econômico Europeu), ou seja, ainda permitiria a livre circulação de pessoas. Uma segunda alternativa seria o desligamento completo, esse causaria mais danos ao país. Pois as negociações comerciais seriam como qualquer país não pertencente ao bloco europeu.

Por outro lado, os impactos para UE, seriam que outros países-membros poderiam sofrer influencia da atitude britânica e deixarem o bloco, o conhecido efeito dominó. Isso obrigaria uma reformulação do mesmo.

Thalia Oliveira
Triângulo Notícias
27/03/2017

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