#Reflita: Do boato do interior ao fake news

Leia a crônica especial sobre o Fake News. 'Antes de compartilhar, verifique a veracidade.'
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Desde que eu era apenas um moleque vivendo no interior do Pará, ouvia histórias que se repetem Brasil afora, que apesar de serem completamente absurdas, as pessoas que contavam e a forma como se falava, faziam parecer uma grande verdade. Eram boatos quase míticos, tamanha a força que tinham para influenciar as pessoas, principalmente garotos de doze anos.

Das diversas histórias que ouvi naquela época – e que ainda ouço vez por outra em algum lugar; uma me chamava bastante atenção: a de que comer manga com leite causava grande mal estar e poderia até mesmo matar uma pessoa. Sempre achei espantoso como um mistura tão simples poderia causar tamanho problema. Principalmente porque era tão comum bater frutas com leite no liquidificador para fazer vitaminas. Mas a coitadinha da manga era uma exceção.

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O tempo passou eu entendi (além de pesquisar sobre isso, é claro) que essa história não passava de um boato, uma verdadeira mentira que é propagada sem que as pessoas ao menos pensem um pouco a respeito. E desde aquele tempo em que eu era só um menino, essa prática de passar boatos para frente sem questionar a veracidade das informações tem aumentado de forma impressionante. Hoje, na era digital, nós temos as famosas Fake News, que são notícias mentirosas e muito exageradas, mas que são feitas para parecerem verdades, o que faz muitas pessoas ficarem na dúvida e até cometerem bobagens.

Com a modernização dos meios de comunicação como as redes sociais e, principalmente, dos smartphones, esse tipo de conteúdo tem chegado até a gente com uma velocidade impressionante. E pior, essas Fake News chegam quase todos os dias, com uma infinidade de assuntos diferentes. Mas um tipo, em especial, é bem perigoso: as informações falsas sobre saúde.

Claro que qualquer mentira é ruim, mas aquelas que confundem ou deturpam o conhecimento sobre a saúde que a população tem, podem ser das mais prejudiciais. Imagine só uma mãe que deixa de vacinar um bebê, porque recebeu um áudio dizendo que a vacina causa outro tipo de doença?

E esse é só um exemplo simples do que acontece diariamente. Existem tantas mentiras muito bem elaboradas se passando por verdades que as pessoas continuam a repetir essas histórias. É nessas horas que me lembro de um professor de jornalismo que tive na faculdade. Ele era da velha guarda e tinha um jeito bem interessante de fazer os alunos pensarem se estavam diante de um fato ou um boato.

Ele dizia: “Antes de repassar uma informação, fale ela em voz alta. Soa estranha? É absurda demais? Então provavelmente é uma mentira. Mas se ficar em dúvida, procure a verdade”.

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