Queimadas se tornam frequentes e ameaçam segurança de motoristas no Alto Paranaíba

Vários focos foram registrados pelo Corpo de Bombeiros nos primeiros seis meses de 2017.
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Queimadas foram registradas próximas a Lagoa Formosa neste final de semana.
Foto: Reprodução (Patos 1)

Neste período do ano, o clima seco e as chuvas escassas deixam a vegetação suscetível às queimadas. Prova disso é que, no início da tarde deste domingo (23/07), uma queimada criminosa assustou os moradores do Bairro Jardim Botânico, em Lagoa Formosa, assim como motoristas que trafegavam pela BR-354. As chamas se espalharam rapidamente devido à baixa umidade relativa do ar e, em pouco tempo, devastaram uma área que fica entre a rodovia e o bairro. Os bombeiros foram acionados para ajudar a controlar o fogo.

De acordo com dados fornecidos pelo Corpo de Bombeiros, no ano de 2015, em Patos de Minas, foram realizados 254 atendimentos. Já no ano de 2016,  foram registradas 310 ocorrências referentes a incêndios a lotes vagos, vegetação e pastos. No ano de 2017, até 30 de junho, já foram registrados 78 atendimentos.

O órgão militar sempre realiza ações conjuntas aos meios de comunicação, com o objetivo de mostrar à população os riscos e prejuízos decorrentes dessas ocorrências, e ressalta que os incêndios florestais ou em vegetação colocam em risco pessoas e bens, além de provocar danos ambientais muitas vezes irreversíveis. A grande maioria dessas queimadas é causada pela ação humana. No período de seca, com vento e baixa umidade relativa do ar, pequenas fagulhas podem se propagar provocando um grande estrago.

Portanto, o Corpo de Bombeiros Militar repassa algumas dicas importantes para realizar a prevenção:

• Ao trafegar pelas estradas e rodovias, não lance pontas de cigarro pela janela do veículo, pois, com a baixa umidade desse período, a vegetação seca se incendeia com muita facilidade.

• Ao realizar acampamentos, seja bastante cuidadoso na hora de acender fogueiras, velas e lampiões. Só acenda as fogueiras após limpar bem o local, retirando completamente a vegetação em volta. Procure fazer sua fogueira em local aberto, como, por exemplo, numa clareira ou à beira do rio, para que o fogo não prejudique os galhos e folhas das árvores que estejam em volta ou acima dela. Quando não for mais utilizar a fogueira, certifique-se que as brasas estão apagadas e resfriadas. Se possível, enterre o as sobras de material (carvão, brasas e cinza). Não jogue os restos da fogueira no rio. Nunca se ausente do acampamento deixando para trás a fogueira acesa ou com torrões em brasa.

• Não jogue lixo por aí. As latas de metal, os cacos e garrafas de vidro podem se aquecer ao sol e acabar dando origem às queimadas.

• Quanto às fazendas, é recomendável que se realize aceiros junto às divisas, próximo às residências, barracões, currais e silos, pois os focos em outra propriedade podem atingir seu terreno em caso de queimada.

• Caso necessite realizar uma queimada controlada, deverá solicitar autorização a um escritório do Instituto Estadual de Florestas (IEF).

• Na cidade, é recomendável que os lotes vagos sejam mantidos limpos. Nunca utilize de fogo para esse serviço. O ideal é a capina. Aos vizinhos de lotes que estejam sujos, o Corpo de Bombeiros orienta que seja feito a comunicação junto à Secretaria do Município responsável pelo assunto, para que seja realizada a notificação do proprietário. E para prevenir prejuízos em sua edificação, é viável que seja feito aceiro junto à divisa, próximo ao muro, para evitar que sua residência seja atingida em caso de queimada.

• Os motoristas, nas rodovias, ao se depararem com densa fumaça na via, evitem passar, procurem um local seguro e aguardem. Ao passar, por não ter condições de visibilidade, você pode atingir a contra mão, sair da pista, entre outros acidentes que podem decorrer.

Além dessas dicas, o órgão militar também ressalta: de acordo com o artigo 250 do Código Penal, o crime de prática de incêndio pode levar de três a seis anos de reclusão e multa. Ainda, se o incêndio for praticado em lavoura, pastagem, mata ou floresta, há o aumento de um terço na pena. E se o caso constate a intenção criminosa do praticante, a pena é de detenção de seis meses a dois anos.

Texto: Vanderlei Gontijo (Patos 1)

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