Psicanalista esclarece autismo não é tão simples assim

No mês de conscientização do autismo, Fernanda Do Valle, Psicanalista, especialista em Psicologia Clínica pela PUC/Betim, desmistifica e repassa informações valiosas sobre o autismo.
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Foto: Reproduçãoss

Na última segunda-feira (02) de Abril iniciou-se o período de conscientização do autismo, celebrado durante todo o mês, a data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 18 de Dezembro de 2017. Para falar mais sobre a síndrome, consultamos a Psicanalista Fernanda do Valle, que deu luz à alguns pontos.

Segundo a Psicanalista, tem havido uma super identificação no trato da síndrome, pois o simples fato de uma criança ser introspectiva não traduz que ela tenha algum grau de autismo. Lembra também, que a identificação da síndrome não traz uma receita pronta, geralmente há um trabalho específico para cada paciente, mas elenca alguns dos sintomas mais frequentes como: “Dificuldades de socialização, estereotipias comportamentais e psicomotoras”.

Fernanda do Valle
Foto: Arquivo Pessoal

Fernanda fala abertamente sua visão sobre o autismo e alerta quanto a complexidade do caso, “Há uma tendência de algumas correntes da psicologia de tentar normalizar demais o autista, pois o individuo em algumas das vezes pode ser de difícil convivência… Alguns traços específicos do indivíduo quando manipulado de maneira errada, pode desestabiliza-lo completamente, e como consequência trazer dificuldades para que ele se reorganize em outros campos”.

Explica também que deve-se ter uma série de cuidados na hora de transferir as estereotipias para um outro comportamento, motor ou social, “Se todos nós passamos… pensando agora lá em Freud… por uma fase auto-erótica inicial, o autista fica estagnado nesta fase. O que veremos de autista para autista são possibilidades maiores ou menores de vínculos com o mundo externo, mas, mesmo que maior, uma forma autista de ser maior”.

Sobre o tratamento, Fernanda diz que deve se unir varias vertentes, e que cada paciente tem necessidades específicas, combina-se a psicanalise, a medicação de um psiquiatra e também a importante ajuda da família e da comunidade escolar. Cita também quanto a comunidade escolar a Lei N.º 9,394 de 20 de Novembro de 1996, que garante todo suporte a criança com alguma deficiência na escola.

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