Professora do UNIPAM, especialista em fisioterapia cardiorrespiratória, alerta para os cuidados pós-COVID

Após a cura, torna-se primordial atentar-se para alguns cuidados que garantirão a recuperação completa dessas pessoas.
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin

Receber a notícia, de ter sido curado do novo Coronavírus (COVID-19), representa um sentimento de alívio para aqueles que foram acometidos pela doença. Entretanto, mesmo após a cura, torna-se primordial atentar-se para alguns cuidados que garantirão a recuperação completa dessas pessoas.

De acordo com a Especialista em Fisioterapia Cardiorrespiratória e professora do Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM), Juliana Gouveia, ao receber alta é necessário procurar um programa de reabilitação multidisciplinar e realizar uma avaliação criteriosa, a fim de identificar quais foram as fragilidades que o vírus causou. “É necessário o acompanhamento de profissionais da saúde, tais como: psicólogos, fisioterapeutas, médicos, enfermeiros, entre outros, para que seja elaborado um plano terapêutico e essa pessoa possa retornar de maneira mais fácil a executar suas atividades diárias”, destacou Juliana Gouveia.

Muitas pessoas apresentam prejuízo pulmonar: falta de ar, dificuldade de oxigenação e isso pode desenvolver outras complicações, tais como fibrose pulmonar ou embolia pulmonar. Outra causa muito comum é a fadiga, que é a dificuldade de execução de suas atividades diárias. “A pessoa não consegue realizar o que ela fazia antes, em decorrência do prejuízo que ela teve no pulmão, o período de mobilização que ela teve, evolui com o condicionamento e é necessário treinar novamente, reaprender a executar tais atividades”, explicou Juliana Gouveia.

Ainda segundo ela, a fisioterapia respiratória auxilia na recuperação da função pulmonar, melhorando a falta de ar e a oxigenação. Isso porque são necessários exercícios de recuperação dos músculos que ficaram enfraquecidos.

Outra complicação muito comum está relacionada às alterações mentais e ao prejuízo na comunicação. “Ainda não se sabe muito bem o mecanismo como isso ocorre, mas o vírus tem deixado prejuízo na memória, na atenção, na concentração e na realização de funções executivas. Pessoas que permaneceram muito tempo em ventilação mecânica, têm prejuízo nas cordas vocais, dificuldade para falar, dificuldade para deglutir, apresentando tais déficits é necessário procurar acompanhamento profissional”, afirmou Juliana Gouveia.

Juliana Ribeiro Gouveia Reis é também coordenadora da equipe de fisioterapia do Hospital de Campanha de Patos de Minas e coordenadora da equipe de fisioterapia do Instituto Pró-Vida.

QUAL SUA OPINIÃO ? COMENTE!

0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
ATENÇÃO: Dê preferência em utilizar sua conta do Facebook ou Google para comentar. Comentários com cinco descutidas serão submetidos a moderação. Para denunciar um comentário, clique na bandeira vermelha.
Os comentários não refletem a opinião do portal. A responsabilidade dos comentários é integralmente de seus autores. O Patos Notícias se reserva ao direito de remover postagens que violem seus termos de uso ou as leis vigentes sem prévia notificação.

NOTÍCIAS RELACIONADAS

REPORTAR ERRO

Sua privacidade é muito importante pra nós! Usamos cookies, rastreadores, para exibir anúncios e conteúdos com base em suas preferências. Os cookies não permitem acesso a informações particulares, como nome, endereço, etc. Conheça nossa política de privacidade e nossos termos de uso.