Professor chama Bolsonaro de “imbecil” e é demitido

O caso aconteceu durante uma aula de geografia em um colégio particular de São Paulo.
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Um professor de geografia de um colégio particular de São José dos Campos (SP) foi demitido após criticar o presidente Jair Bolsonaro durante uma aula para alunos do Ensino Médio.

Um vídeo foi gravado por um dos estudantes, sem a autorização do professor, e viralizou nas redes sociais. Na gravação o profissional aparece criticando as posturas do presidente, sobretudo quanto aos direitos das mulheres, negros e homossexuais.

“Já parou pra pensar que esse imbecil que ganhou porque foi a maioria que votou? Então foi democrático, certo? […] Mas sabe o que é pior? É quando a maioria que ganhar quer que a outra parte se f*. Se a maioria ganha e quer ajudar o resto, é uma coisa, mas quando a maioria ganha e quer que o preto se ferre, o pobre se ferre, o gay se ferre e a mulher se ferre, aí é pior que uma ditadura” disse o professor.

Assista ao vídeo:

Em alguns momentos da gravação é possível perceber que alguns alunos tentam contestar o professor.

Colégio demite professor

O colégio, um dos mais tradicionais da cidade, resolveu demitir o professor. Em nota a instituição esclareceu que é vetada a expressão de posicionamento político-partidário em sala de aula.

Sobre o vídeo publicado nas redes sociais com um trecho de aula de um professor, a Direção do Colégio Poliedro de São José dos Campos informa:

As diretrizes do Colégio são amplamente esclarecidas no processo de contratação de professores e também durante as reuniões pedagógicas. A instituição zela pelo ambiente de aprendizagem e estabelece regras para professores e alunos. As orientações incluem usar uma linguagem adequada ao ambiente acadêmico e também indicações explícitas sobre o não posicionamento político-partidário ou ideológico que possam provocar qualquer compreensão equivocada sobre aquilo que é conteúdo programático da disciplina e aquilo que é opinião do professor.

Em virtude dos pontos mencionados, o docente foi desligado da instituição. Independentemente do posicionamento pessoal do professor, o que buscamos foi nos manter dentro dos princípios e valores da instituição.

Reiteramos que a escola é um espaço para a pluralidade de ideias e para o diálogo, que favoreça o desenvolvimento intelectual e ajude o aluno a formar suas próprias convicções com respeito a visões divergentes.

A Direção destaca que não é permitido, sem autorização do professor, que os alunos usem aparelhos eletrônicos para gravar ou filmar as aulas e tampouco aprova qualquer atitude que possa coibir a atividade docente em suas diferentes dimensões.

O Poliedro reitera sua seriedade e comprometimento com a educação dos alunos e a formação de bons cidadãos.

Reação na Internet

Nas redes sociais houve repúdio a postura do colégio. “Como professor e cidadão, acho um horror a decisão do colégio que, ao demitir o mestre, adota também um posicionamento político” disse um internauta.

Grupos favoráveis a Bolsonaro também repercutiram a decisão, eles parabenizaram a postura do colégio. Algumas pessoas chegaram a pedir que a regra se expanda para todas as instituições de ensino, inclusive públicas.

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