Produtores de Queijo Minas do Cerrado comemoram regulamentação do setor

Lei estabelece condições para produção e comercialização do queijo minas artesanal e abre novas possibilidades de mercado para o segmento.
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Foto: Laryssa Paiva Caixeta

Decreto que regulamentou a produção e a comercialização dos queijos artesanais em Minas Gerais está sendo visto como um divisor de águas para o setor e deve favorecer cerca de 30 mil produtores e empreendedores rurais de todo o estado. A medida vai contribuir para o desenvolvimento do segmento, valorizando os produtos e a cultura regional, além de melhorar o ambiente de negócios e buscar novos mercados.

Para o diretor da Associação dos Produtores de Queijo Minas Artesanal do Cerrado (Aprocer) e produtor rural, Eudes Braga, a nova lei traz muitos benefícios para todos os produtores do queijo minas artesanal. “Para nós produtores da região do Cerrado, a regulamentação abre a novas possibilidades de mercado, pois facilita a venda dos nossos produtos para outros estados do país. A lei também beneficia produtores que estão na informalidade a buscarem se adequar à legislação e a terem uma certificação de seu produto”.

Assinado em 19 de agosto pelo governador Romeu Zema, o decreto 48.024/2020, que regulamenta a Lei Nº 23.157, de 18 de dezembro de 2018, estabelece condições para produção e comercialização dos produtos e determina normas sanitárias e boas práticas agropecuárias e de fabricação para garantir a qualidade dos queijos. A expectativa é que novos tipos de queijos artesanais produzidos em Minas sejam regularizados e possam adequar suas produções e realizar seus cadastros junto ao Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

Na opinião do secretário da Aprocer Antônio Augusto Carvalho, todo o segmento do queijo artesanal no estado vai crescer muito. Atualmente, existem 13 variedades de queijo artesanal conhecidas em Minas. Com a regulamentação, a expectativa é que esse número dobre. “A regulamentação da lei é uma grande vitória do setor e um avanço para todos os produtores, que agora passam a ter segurança jurídica para desenvolver o seu trabalho na legalidade. Creio que a nossa associação deve aumentar seu quadro de associados e, com isso, fortalecer toda o ramo do queijo na região”.

Atualmente a Aprocer conta com 12 associados ativos e abrange 19 municípios das regiões Alto Paranaíba e Noroeste. E desde 2018, o Sebrae atua, em parceria com a Emater, na estruturação da governança e gestão da associação. Segundo a analista de negócios do Sebrae Minas, Naiara Marra, a regulamentação contribuirá ainda mais para o reconhecimento do queijo minas artesanal do cerrado como um produto de qualidade. “O queijo do cerrado é muito valorizado pelo consumidor, e esse reconhecimento acontece muito em função do fortalecimento da Aprocer e da restruturação de sua marca que tangibilizou a estratégia criada em prol dos produtores”, destaca.

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