Prefeitura apresenta ao MPMG razões para manter-se na onda amarela

Na comparação com outras microrregiões, a de Patos de Minas apresenta indicadores melhores do que algumas classificadas em fase mais flexível do plano.

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A Prefeitura de Patos de Minas protocolou no Ministério Público de Minas Gerais, nessa terça-feira (8), resposta ao ofício no qual se requereu publicação de decreto ajustando o município à onda vermelha do Minas Consciente para o período de 5 a 11 de setembro. Assinado pelo prefeito, o documento classifica a regressão no programa como não razoável diante do atual cenário da pandemia do novo coronavírus na cidade.

Na resposta, José Eustáquio Rodrigues Alves destaca a estrutura preparada pela prefeitura para prestar assistência a pacientes com suspeita ou confirmação de Covid-19. Um dos exemplos citados é o Hospital de Campanha que, como ressaltado no documento, mantém-se com ocupação baixa em leitos clínicos e de UTI. Na soma com as vagas disponibilizadas no Hospital Regional Antônio Dias, a ocupação dos leitos públicos para Covid-19 no município tem variado em torno de 60% da disponibilidade.

No ofício entregue ao MP-MG, também são questionados os critérios do Grupo Executivo do Minas Consciente ao avaliar os índices para mudança de fase dos municípios no plano: “E, agora que Patos de Minas possui estrutura adequada para esse atendimento, ao invés de ser premiada é penalizada? Não é lógico esse raciocínio?” No comparativo com outras microrregiões, a de Patos de Minas apresenta indicadores melhores do que algumas classificadas em onda mais flexível.

Ao citar que o município está fiscalizando o cumprimento das medidas de combate ao coronavírus, incluindo a realização de forças-tarefas, o documento direcionado ao MP-MG destaca que “é preciso conciliar a convivência das atividades produtivas com a proteção à saúde, pois senão a repercussão da Covid-19 será uma cidade devastada economicamente”. Por fim, pede-se a compreensão do promotor Rodrigo Taufick para com a posição adotada pela prefeitura, uma vez que a administração está prestando assistência à saúde a todos que dela precisam em razão da pandemia.

O promotor Rodrigo Taufick foi o autor do ofício enviado ao prefeito no dia 3 de setembro requerendo o ajuste de Patos de Minas à regressão de onda do Minas Consciente.

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