Porque amamos o Homem-Aranha

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Imagem: reprodução

HQ’s: Olhando o passado das revistas em quadrinhos, o cabeça de teia foi uma grande aposta. Em um mercado dominado por adultos moralmente irredutíveis, um adolescente possuindo os poderes de aranha (sempre tão associado ao horror), não parecia uma boa ideia. Mas, foi. Em 1962 se iniciava uma saga que até hoje figura nos mais vendidos da grande editora.

Peter Benjamin Parker era um perdedor. O estereótipo do nerd excluído e rejeitado. Ler quadrinhos ainda é “coisa de nerd”, a diferença é que, cinquenta anos depois, a palavra acabou se tornando um adjetivo positivo. Mas ele também era leal, perseverante, alguém em quem o público podia facilmente se associar. E o adolescente comum ganhou poderes! O sonho do jovem fã das “revistinhas” se tornando realidade.

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Com a qualidade oscilando dependendo da equipe nos bastidores, o periódico foi responsável por grandes marcos. Talvez o mais significativo seja a edição que retrata a morte Gwen Stacy, namorada de Peter na época, sempre citada como o que fecha a era de prata dos quadrinhos.

Cinema: Nos anos noventa a Marvel é deixada para trás pelo sucesso da concorrente DC. A beira da falência, vende os direitos cinematográficos de vários de seus maiores heróis. Homem-Aranha acaba nas mãos da Sony, que emplaca o grande sucesso em 2002, protagonizado por Tobey Maguire.

Terminada a trilogia, tendo como ponto alto o segundo filme, Andrew Garfield assume o manto dez anos depois do filme inicial. A nova franquia não emplaca o mesmo sucesso, mas a relação entre Peter Parker e Gwen Stacy, chama a atenção, sendo o maior mérito dos filmes dirigidos por Mark Webb.

De volta ao lar: Em 2016, Peter finalmente faz sua primeira aparição nos filmes da casa das ideias, por meio de um acordo entre os grandes estúdios. Junto com seus colegas dos quadrinhos, sua participação em Capitão América: Guerra Civil parece finalmente trazer aquela dualidade tão famosa nas HQ’s, entre o adolescente inocente e excluído e o herói piadista e incrivelmente poderoso.

O novo filme que chegou aos cinemas esta semana trás um Tom Holland animado, jovial e cativante no papel de Peter. Esse herói parece possuir como seu maior poder a habilidade de agradar desde crianças até idosos. Mas mesmo com outros cinco filmes solo, este parece ser o primeiro que unirá críticos, fãs e público geral.

Sem dúvidas é uma aposta segura na hora de escolher o que assistir. Cinquenta anos depois é fácil afirmar que Peter Parker é gente como a gente, e o melhor de tudo, neste novo filme não temos Mary Jane.

Ana Paula Marques

Triângulo Notícias

07/07/2017

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