Polícia Militar estoura fazenda que fazia cultivo e pesquisas com maconha

Um homem de 64 anos foi preso e alegou que fazia o cultivo para uso medicinal, mas não apresentou autorização.
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Equipes da Polícia Militar de São Gonçalo, Luizlandia do Oeste, João Pinheiro e de Patos de Minas localizaram mais de 100 pés de maconha e estouraram uma laboratório de pesquisas e cruzamentos da droga em uma fazenda que fica no Distrito de Veredas, na divisa dos municípios de São Gonçalo do Abaeté com João Pinheiro. O fato aconteceu na tarde desta quarta-feira (20-01).

De acordo com o boletim de ocorrência, denúncias anônimas relataram que na fazenda de um homem de 64 anos, havia plantações de maconha. De posse das informações, uma equipe policial se deslocou para o local para fazer as verificações, porém ninguém foi localizado em princípio.

Mas já na chegada, os militares encontraram dezenas de pés de maconha plantados no quintal da fazenda. Depois, passados, alguns minutos, o morador da fazenda chegou momento que foi abordado pelos policiais.

Em conversa,  o homem disse que  a mulher dele de 53 anos, sofria de doença cardíaca e que por isso fazia o cultivo das plantas para uso medicinal, inclusive possuía licença para plantar a droga. Ao ser questionado sobre as documentações, ele desconversou dizendo que não tinha tais papeis.

Foi solicitados apoio de militares de outras cidades. Os militares então entraram na residência que estava aberta e logo em cima da mesa já foram encontrando muitos recipientes de vidros e plásticos em vários tamanhos, contendo a maconha seca, triturada e em conserva, além de várias embalagens contendo sementes, muita maconha seca dentro da geladeira, pés da planta secando em um varal dentro de um quarto, vários saquinhos para embalar a droga e balança de precisão.

Já dentro de um quarto, os militares encontraram um laboratório contendo vários tipos de sementes em embalagens com anotações da qualidade da planta, localidade da semente, além de muita droga embalada em saquinhos, estufa para o processamento e muitas anotações a respeito da qualidade da droga em cada recipiente.

Foram encontradas  também cinco (05) agendas de anotações em idiomas: italiano, inglês, espanhol e português, contendo quantidade e descrição de locais onde ela havia enviado droga.

Vários panfletos contendo Instagram de divulgação da marca (BDC) do produto, maconha e outros semelhantes a panfletos de workshops e catálogos de lingerie com símbolos de maconha, além  de um recipiente com uma grande quantidade de cartões de visita para a divulgação do produto.

Ao ser questionado novamente, o homem disse fazia o cultivo da planta para a esposa, que no local havia mais de trinta tipos diferentes de sementes de maconha. Ele falou ainda que a esposa realizava cruzamento de espécies para encontrar algumas que produzisse óleo com alto teor de tetra-hidrocanabinol (THC), sendo que este óleo era vendido para muitos locais do Brasil. Também disse que ela trazia sementes de diversas partes do mundo como: Holanda, Índia e outros países da Europa e outros continentes.

Ele relatou ainda que plantava a droga há aproximadamente  dois anos. Sobre a esposa, o homem falou que ela vem a residência uma ou duas vez por mês, que atualmente fica com a mãe dela na cidade de Ribeirão Preto no estado de São Paulo, mas se recusou a passar o endereço.

Diante dos fatos, todos os materiais apreendidos foram encaminhados a Delegacia de Polícia Civil de Paracatu. Vale ressaltar que o material eletrônico e as agendas de anotações foram encaminhados para o Gaeco do Ministério Público de Paracatu.

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