Polícia Civil desarticula organização criminosa especializada no furto e roubo de Sílicio

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Eles atuavam na capital do Estado e em cidades como Barbacena; Congonhas; Conselheiro Lafaiete; Nova Lima; Ouro Preto; Santos Dumont e outras.

Delegado João Prata explicou à imprensa que a carga substraída têm alto valor agregado.
Foto: Divulgação PCMG

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) desarticulou uma organização criminosa especializada em realizar furtos e roubos de cargas de caminhões que continham silício. Até o momento, quatro suspeitos foram presos: Claudinei Santos Felix , Emerson Aurélio de Souza, Hermilio Pinheiro de Souza e Marcos Vinicius José Caetano. Três destes homens eram foragidos da justiça e possuíam mandado de prisão em aberto. Para não serem descobertos em possíveis blitzen ou em abordagens policiais, os homens utilizavam diversos documentos de identidade falsos. O único que não possuía mandado de prisão em aberto era Claudinei, que acabou sendo preso em flagrante, por ser considerado o responsável por ocultar os materiais de origem ilícita. O investigado é dono de um ferro velho de compra e venda de sucatas em Conselheiro Lafaiete, e ali as cargas roubadas eram movimentadas.
De acordo com as investigações, tal modalidade criminosa era realizada ao longo dos últimos meses e já rendeu um prejuízo em torno de 5 cinco milhões de reais a produtores do metal. Este valor equivale em média a um montante desviado de aproximadamente mil toneladas em cargas roubadas/ furtadas. O silício é uma substanciam muito útil e usada em grandes setores da indústria, como por exemplo, em circuitos integrados de eletro-eletrônicos (chips); componente de ligas metálicas; células fotoelétricas (captação de energia solar); concretos e tijolos; materiais refratários (cerâmica, vidro, cimento); síntese de silicones (vernizes, próteses cirúrgicas, lubrificantes).
A organização criminosa, inicialmente, procurava identificar as cargas que estivessem em estado mais puro, pois assim conseguiam agregar maior valor financeiro na venda. A rota principal de atuação dos criminosos era a capital do Estado e as cidades como Barbacena; Congonhas; Conselheiro Lafaiete; Nova Lima; Ouro Preto; Santos Dumont e outras. Após os furtos ou roubos das cargas, os veículos eram desmanchados e adulterados com o objetivo de ser apagado qualquer tipo de rastros que levassem a polícia até eles.  Com as adulterações de caracteres identificadores dos caminhões (clonagem de placas), a organização criminosa vendia os veículos para terceiros com preço abaixo do mercado sob justificativa de estar com prestações bancárias em atraso.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, João Marcos de Andrade Prata, as investigações continuam no intuito de identificar outros membros da quadrilha. Além de outros suspeitos, a operação também investiga empresas envolvidas na receptação e compras de todas estas cargas. 
 Polícia Civil de MG
23/03/2017

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