Pneumologista esclarece diferenças entre gripe, resfriado e H1N1

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O contágio destas doenças pode ser evitado ou controlado por meio de medidas relativamente simples. Por outro lado, a ausência dos cuidados necessários pode gerar riscos à saúde

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Foto: Divulgação
Embora estejamos há alguns meses do inverno, as temperaturas já começaram a cair em muitas cidades do país. Além de provocar desconforto em um grande número de pessoas, o frio costuma trazer consigo um aumento considerável no contágio de doenças como gripe e resfriado. “Isso ocorre porque as baixas temperaturas dificultam a dispersão de poluentes e agentes infecciosos no ar, como os vírus. Deste modo, quadros de gripe ou resfriado – ambas infecções virais – e complicações infecciosas bacterianas oriundas desses dois problemas, como rinite, sinusite, faringite, laringite, bronquite e pneumonias também se tornam bem mais comuns”, explica o Prof. Dr. Carlos Carvalho, coordenador do Serviço de Pneumologia do HCor.
O médico acrescenta que esse processo também contribui com a difusão de infecções virais, tais como a Influenza tipo A, causada pelo vírus H1N1, também conhecida como gripe suína. No Brasil, a doença foi a responsável por um dos maiores surtos já provocado por problemas respiratórias nos últimos anos, com mais de uma centena de óbitos contabilizados em diferentes partes do país. “O H1N1 é um tipo de vírus que sobrevive por mais tempo no frio. Além disso, as pessoas tendem a ficar em lugares fechados durante o inverno. Todos esses fatores contribuem bastante com o aumento do contágio da doença”, afirmou. “Por isso, é fundamental que as pessoas busquem informação para saber como lidar com ela e evitar prejuízos mais sérios à saúde”, explica o pneumologista.
Para orientar as pessoas sobre como diferenciar, prevenir e tratar gripes e resfriados, nesta época do ano, o Dr. Carvalho ressalta que os dois tipos de problema têm origens distintas, já que são causados por vírus diferentes. Por isso, requerem cuidados específicos para que sejam solucionados, sem causar maiores prejuízos à saúde. “Por mais que possam provocar incômodo e mal-estar, gripes e resfriados podem ser evitados ou controlados por meio de medidas relativamente simples. Por outro lado, a ausência dos cuidados necessários pode gerar riscos cada vez maiores”, alerta o pneumologista.
Diferenças 
Muitos acreditam que gripe e resfriado são a mesma coisa. Mas o que chamamos de gripe é uma infecção respiratória causada por vírus da família Influenza – o que inclui o H1N1 – e causa febre em seus estágios mais avançados. Já os resfriados também são infecções respiratórias virais. Porém, causados por outros tipos de vírus, como o Rinovírus, Adenovír us, Parainfluenza, entre dezenas de outros, e não costumam dar febre alta. “Portanto, gripes e resfriados podem demandar medicamentos diferentes. Deste modo, é sempre muito importante passar por uma consulta médica, caso o problema persista por vários dias”, aconselha. “Vale lembrar que, medicamentos de venda livre para tosse, gripe e resfriado, ajudam o paciente a se sentir melhor, enquanto combatem a ação viral no organismo, mas também só podem ser oferecidos a menores de seis anos de idade com indicação pediátrica”, lembra.
Prevenção
Em relação à prevenção, o pneumologista ressalta que a chave é fortalecer o sistema imunológico por meio de uma boa alimentação e hábitos saudáveis. Outras medidas importantes são: lavar sempre as mãos; evitar exposição prolongada ao frio; desinfetar torneiras, maçanetas, edredons, entre outras superfícies de contato frequente, com desinfetante ou álcool; evitar fumar ou permanecer perto da fumaça do cigarro; hidratar o corpo adequadamente; consumir alimentos probióticos, como iogurtes; e dormir pelo menos oito horas por dia. “A vacina contra gripe tri ou tetra valente também é um meio de prevenção eficiente, inclusive no caso da H1N1, já que é eficaz em cerca de 89% dos casos, quando tomada na época certa. Porém, vale lembrar, que é preciso se vacinar anualmente, já que os vírus responsáveis pelos diferentes tipos de gripe sofrem alterações todos os anos”.

 

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Déborah Santos
Triângulo Notícias
22/04/2017
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