Pacientes relatam caos no Hospital de Campanha no 1º dia após fechamento de ala na UPA

Pessoas com sintomas de COVID-19 aguardam no corredor e sem o devido distanciamento.
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Foto: Igor Nunes (Patos Notícias)

O Hospital de Campanha a partir desta segunda-feira (01/02) passa a funcionar como Pronto Atendimento. Anteriormente, esse primeiro atendimento era feito em uma ala exclusiva na Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Em janeiro, o prefeito, Luís Eduardo Falcão (PODEMOS), e a Secretaria Municipal de Saúde, Ana Carolina Magalhães, decidiram centralizar todo o atendimento no Hospital de Campanha, localizado na Avenida Marabá.

Foram cerca de três semanas de transição, mas mesmo assim, nesta segunda-feira (01) pacientes relatam, com indignação, a falta de organização. “Levei minha sogra e quando cheguei estava cheio e os próprios funcionários reclamavam. Nem o raio-x estava funcionando” disse um homem que preferiu não se identificar.

O repórter Igor Nunes esteve no Hospital de Campanha por volta das 14h e encontrou os corredores lotados. Nem o distanciamento social era respeitado. Algumas pessoas, com suspeita da doença, ficam próximas umas das outras, o que aumenta a chance de proliferação do novo coronavírus.

Duas mulheres informaram que chegaram no Hospital de Campanha às 10h da manhã com sintomas da COVID-19 e até às 15:30 não haviam sido atendidas.

O paciente, Jair Vicente Fernandes, que está internado, e aguarda alta, relatou, via telefone, que os funcionários estão fazendo o segundo plantão seguido. “Foram demitidos funcionários e era até para ser demitidos mais […] com isso está faltando a estrutura total para o atendimento […]. Às 15:22, tem funcionários que até o presente momento não teve tempo sequer para fazer a primeira refeição do dia”.

A reportagem entrou em contato a assessoria de comunicação e questionou a respeito das reclamações. Em nota, informaram que o atendimento foi normalizado durante a tarde.

– foram realizados mais de 100 atendimentos realizados até meados desta primeira tarde de funcionamento;

– o atendimento no dia 01/02 contou com três médicos plantonistas, normalizando os atendimentos na parte da tarde;

– tivemos também a presença da Secretária de Saúde no acompanhamento do primeiro dia, vendo de perto as mudanças feitas e apontando adequações necessárias.

Vale lembrar que, diante do grande volume de pacientes, é inevitável que ocorra um tempo de espera.

Além disso, destaca-se que que o centro foi transferido de local sem cessar os atendimentos, ou seja, é bastante natural que as primeiras horas tenham algumas intercorrências.

A prefeitura ressalta o esforço de suas equipes de saúde para minimizar o sofrimento daqueles que aguardam pela consulta. Lembra-se que pessoas com sinais e sintomas gripais leves devem procurar as USFs de referência.

Na sexta-feira (29/01), a Secretária de Saúde, Ana Carolina Magalhães, falou sobre a mudança no atendimento:

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