Opinião: Pede voto e leva vírus

Alguns candidatos estão descumprido medidas sanitárias e colocando eleitores em risco.
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está com uma operação de guerra para distribuir álcool em gel, máscaras e outros insumos para os mesários que trabalharão nas eleições de novembro. Todo esse esforço é para evitar que haja a contaminação dos eleitores e profissionais que atuarão diretamente ou indiretamente no pleito municipal.

Todo o trabalho do TSE, e o investimento de dinheiro público, pode ser em vão, já que parte dos candidatos a prefeito e a vereador estão descumprindo as medidas sanitárias, saindo sem máscara, apertando mãos e promovendo aglomerações. Deixo claro, que não estou me referindo especificamente ao município de Patos de Minas, e sim de maneira ampla, contemplado outras cidades de nossa região, as quais presenciei esse tipo de comportamento.

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Nos últimos sete meses o Brasil enfrentou sua pior tragédia, a COVID-19, 150.506 pessoas morreram, segundo dados do Ministério da Saúde atualizados no dia 11 de outubro. Em Minas Gerais foram 8.061 vidas perdidas, de acordo com dados de 10 de outubro. Num cenário mais local, em Patos de Minas, foram 65 mortes até 9 de outubro.

Por meses, a população, sobretudo pessoas do grupo de risco (idosos e pacientes com comorbidades), permaneceram em casa e quando precisaram sair cumpriram as medidas sanitárias, dentre elas o uso de máscara. Agora, o país começa a vivenciar a redução no número de casos e de mortes, contudo um evento pode provocar uma nova onda da doença, as eleições municipais.

Nos últimos dias, conversei com moradores da zona rural de Patos de Minas, de Carmo do Paranaíba e de Rio Paranaíba. A maioria das pessoas que conversei, através das redes sociais ou telefone, me narraram que evitam ir até a cidade para se proteger do vírus. Porém nos últimos dias estão recebendo visitas surpresas. Não são parentes, e sim políticos, que vão até as propriedades pedirem votos. Alguns dos meus entrevistados narraram que os candidatos, a maioria ao cargo de vereador, cumprimentaram com um aperto da mão e tiraram a máscara.

É evidente e inegável o risco de contaminação que esse tipo de comportamento dos candidatos pode trazer à saúde dos eleitores. Ao fim deste texto, deixo duas orientações:

Eleitor, é do seu direito recusar receber candidatos em sua residência. Caso insistam, também saiba que você pode acionar a polícia (190), especialmente quando eles não estiverem cumprindo as medidas sanitárias, distanciamento mínimo de dois metros e uso de máscara.

Candidato, tenha a decência de fazer sua parte, usar máscara principalmente, e não promover aglomerações. Lembre-se que a pandemia refletirá em seu provável mandato em 2021.

Estamos perto de vencer a pandemia, mas para isso temos que ser fortes e seguir os protocolos. Ainda não é hora de voltar ao normal. O inimigo invisível ainda está entre nós.

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