Opinião: Get the F*ck Out of My House

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Quem assistiu a estreia nesta terça-feira (27), pôde acompanhar que tudo pode acontecer em um programa do gênero reality show, tudo e mais um pouco. “A Casa”, foi o nome dado pela emissora da Barra Funda, que decidiu deixar o “Cai Fora da Porra da Minha Casa”, apenas para quando os participantes forem sendo expulsos aos berros (veremos isso já no próximo episódio, que vai ar nesta quinta-feira, 29).

Levando apenas uma caixa, com 5 trocas de roupas e alguns produtos pessoais, os 100 corajosos concorrentes, que foram escolhidos para participar da atração, foram recebidos pelo apresentador Marcos Mion, logo nas primeiras cenas do episódio 1. Ambientada para receber uma família de 4 pessoas, as instalações do programa, medem 120 metros quadrados, tem 2 banheiros e 4 coisas de tudo que se possa imaginar: 4 camas (de solteiro), 4 toalhas, 4 xicaras…

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Pra inicio de conversa, já conversando, quem diria que boa parte de um papel higiênico, seria “furtado”, se tornando protagonista logo no começo do jogo. A pasta dental também não ficou de fora, e logo já estava nas mãos de um dos “malucos”, como chamou o apresentador. Se já é difícil decorar nomes de personagens de novela, imagina um reality show com 100 moradores?! Pensando nisso, a emissora colocou números para identificação, de 1 a 100. É o número 41, já mostra ser o mais chato da temporada, sendo odiado pelas maiorias dos internautas.

Na tentativa desesperada pela primeira liderança, o então número 41, que mandava e desmandava a todo o momento, se deu mal, e perdeu o título para o mais voltado entre os concorrentes, o número 92, onde o nome já ficou mais esclarecendo: Junior. É claro que 4 camas não seriam suficientes, o primeiro dono da casa até tentou dividir, mas teve quem dormiu no chão da cozinha e na escada (que dava acesso ao quarto).

A primeira noite foi longa, enquanto dava “match” entre dois participantes, uma limpava a privada do banheiro “feminino”. Pela manhã, uma cosplayer e uma tatuadora artística, foram as primeiras a desistirem do programa, alegando desconforto e muito frio (pelo pouco de agasalhos que foram oferecidos). Mais tarde uma índia deixou a disputa. A diversidade é tanto, que até uma índia largou sua tribo para encarar uma nova. Para essas três moradoras, a pressão falou mais alto.

Agora são 97 participantes em busca do prêmio de… O valor, é impossível de se saber, afinal pela primeira vez em um reality show, eles recebem o prêmio para poderem dividir e gastar, antes da final do programa, ou seja, durante o jogo. Do prêmio de 1 milhão de reais, restam apenas R$ 978.000, visto que R$ 22.000 foram gastos com papel higiênico, porções de jantar e almoço e água, que custa R$ 4.00 o litro, (todas as porções são referentes para 4 pessoas, tecla importante que será frisada à todo momento pelo programa).  Na Holanda, por exemplo, o vencedor levou apenas 46 mil euros dos 100 mil iniciais _ou seja, mais da metade da premiação foi consumida dentro da casa, com mantimentos e bebidas.

Se não bastante todas essas condições, onde uma cueca com certeza, é mais limpa que uma toalha, o programa ainda vai testar os moradores, em provas dos mais diferentes tipos. Elas serviram para definir os líderes, aumentar o prêmio ou diminui-lo e selar a sorte de quem vai embora ou terá o privilégio de dormir numa cama ou tomar um banho. Claro que por ser realizado na Rede Record, a atração deve conter os palavrões e fazer algo menos drástico como na versão estrangeira, mais não deixa de ser interessante e curioso.

Consistente de um tipo bem conhecido pelos brasileiros, os participantes são isolados do mundo, e somente podem ter a companhia dos outros participantes, durante um certo período de tempo, em busca da conquista de um prêmio em dinheiro. Nisso fica evidente a mistura de confinamento e resistência, principais características de realitys, presentes nos já consagrados Big Brother, Survivor/No Limite e A Fazenda, a diferença está nas condições expostas aos concorrentes, para gerar conflitos. Condições estas que já foram até denunciadas aos Direitos Humanos logo na estreia.

Intitulado como o “THE100 – versão brasileira”, pelos fãs de realitys nas redes sociais e chamado de “Zoológico Humano Caótico”, pelos críticos, o formato está em sua segunda exibição pelo mundo, visto que a Record TV, comprou os direitos da RTL, emissora da Holanda, a primeira a apresentar a atração, que foi ao ar entre outubro e dezembro do ano passado. Vale lembrar que já há uma nova versão em andamento na Alemanha. “A Casa” terá direção-geral de Rodrigo Carelli, conhecido como o homem dos reality shows da Record e promete elevar os índices de audiência do canal.

Luiz H. Gontijo

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