“Operação Agro”: PC e PRF apreendem defensivos agrícolas e sementes

A operação teve início após a abordagem a uma caminhonete com 200l de defensivos em Bom Despacho.
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A Polícia Civil, a Polícia Rodoviária Federal e o Ministério da Agricultura e Pecuária deram início na manhã desta quarta-feira (27/01) a “Operação Agro” que visa o combate a furto e roubos de defensivos agrícolas e sementes. Uma pessoa foi presa em Bom Despacho/MG e vasto material foi apreendido também em Patos de Minas e Carmo do Paranaíba.

Segundo o delegado de Polícia Civil, Luís Mauro Sampaio, os defensivos agrícolas e sementes são fruto de roubos de cargas no final do ano de 2020. O valor apurado até o momento ultrapassa dois milhões de reais. Um suspeito que estava na posse de 200l de um agrotóxico foi preso pela manhã na cidade Bom Despacho, sendo autuado em flagrante. O inspetor Régis Takishita da Polícia Rodoviária Federal disse que a abordagem aconteceu na manhã desta quarta-feira (27/01) na Br-262 em Bom Despacho.

A operação é comandada pela delegacia especializada em investigação e repressão ao furto roubo de cargas da Polícia Civil em Belo Horizonte. Luís Mauro explicou que a investigação é feita pela delegacia da capital mineira há mais de um ano.

Através da ação conjunta da Polícia Civil e da Polícia Rodoviária Federal de Patos de Minas, foi possível identificar o galpão situado na Avenida José Ferreira Porto, no Bairro Cidade Nova. No local, foram encontrados algumas cargas que, segundo consta na investigação, são produtos de furto e roubo. Ainda de acordo com o delegado, uma parcela desta carga foi roubada em São Paulo, outra na Bahia e outra no Rio Grande do Sul.

O advogado Philipe Pereira, que representa a empresa responsável pelo barracão onde estavam os agrotóxicos, disse que a operação foi uma surpresa para empresa. No local existe um depósito de defensivos agrícolas e sementes, porém nem todo produto que está no depósito é de origem criminosa. Ele conta que todo o produto que está no local foi comprado com nota fiscal, inclusive o que foi apreendido pela polícia.

Segundo o defensor, a parte que foi apreendida não possui a marcação dos lotes e foi comprada no regime de “Bolsa de Insumos” pelos sócios da empresa. Como havia a nota fiscal, porém sem a marcação dos lotes, os sócios entenderam que não havia nada de ilícito na compra. “A situação veio a tona após cinco meses do suposto roubo destes produtos”, ressaltou.

Philipe disse que a empresa está perplexa com a situação e está colaborando com a justiça, inclusive apresentou as notas fiscais de todos os produtos que estão no local para que a polícia possa identificar e esclarecer. A intenção da empresa é que a polícia vá atrás dos responsáveis que colocaram ela nesta situação.

Um produtor rural que teve mais de dois milhões de defensivos roubados no ano passado esteve no local para tentar identificar se estes produtos seriam dele, porém não houve êxito. A Polícia Civil continua com a investigações para tentar identificar os responsáveis por este tipo de crime.

Atualização

O delegado Luís Mauro Sampaio disse que a Polícia Civil identificou que os produtos que o advogado apontou que os produtos mostrados que teria nota fiscal foram avaliados e constatados que são provenientes de furto e roubo em Tupaciguara.

 

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