O erro foi construir o bairro lá, diz moradora do Quebec na CPI da COPASA

Áquila Lorainy afirmou que a tarifa de água e de esgoto é injusta. Cada família do bairro paga em média R$ 100,00 por mês.

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Áquila Quebec CPI COPASA Patos de Minas
Foto: Reprodução

A CPI da COPASA ouviu na tarde desta quarta-feira (1º/9) a moradora do Jardim Quebec, Áquila Lorainy da Silva Jesus.

Áquila relatou que mora no bairro desde a fundação, ou seja, a cerca de cinco anos. “Somos muito prejudicados devido ao mau cheiro da Estação de Tratamento de Esgoto […]. Além disso, tem a liberação de gases tóxicos que fazem mal a saúde” afirmou.

Para a moradora, durante a ação do Ministério Público Federal (MPF) ficou constatado que a COPASA chegou primeiro no local. Na visão dos moradores o maior erro foi a implantação do bairro naquela área.

Sobre o mau cheiro, explicou que a intensidade varia com o horário. No final da tarde, ele se intensifica. “As vezes é tão forte que a gente chega a acordar de madrugada. Vejo os meus vizinhos reclamando nos grupos de WhatsApp” afirmou Áquila. Sobre a responsabilidade da COPASA, ela disse que entende que a companhia deveria se dedicar para diminuir a emissão dos gases.

Alguns moradores não conseguiram “aguentar” o mau cheiro e resolveram se mudar. Áquila também comentou sobre a tarifa:

Injusta! Todos os moradores reclamam do valor da conta. O valor médio é de cerca de R$ 100,00 por família.

Assista a íntegra:

Ainda nesta quarta-feira (1º), a CPI da COPASA ouviu o funcionário da COPASA, Walterley Coelho Alves. Ele revelou que ainda existem tubulações de amianto em Patos de Minas e garantiu que a água fornecida é de qualidade. Clique aqui e acesse a reportagem sobre esta oitiva.

MPF faz acordos para resolver problemas de mau cheiro no Bairro Jardim Quebec

Uma ação civil pública, ajuizada em novembro de 2020, conseguiu como resultado um acordo para resolver o problema do mai cheiro. O que prevê o acordo:

O primeiro acordo celebrado entre o MPF, a Copasa e o Município de Patos de Minas trata da destinação ao aterro sanitário local de todos os resíduos sólidos produzidos pela ETE, especialmente o lodo, que é um dos responsáveis pela emissão do mau cheiro.

Deverá ser formado um grupo de voluntários que residam próximo à ETE, que receberá treinamento para “perceber e identificar o mau cheiro exalado da estação de tratamento de esgoto, suas nuances e intensidade”.

O terceiro acordo, firmado pelo MPF com o Município de Patos de Minas, visa à realização de análise técnica sobre os impactos negativos sofridos pelos moradores dos Residenciais Quebec em sua saúde, bem como a implantação de uma rede de serviços e atendimentos médico-psicológicos especializados em favor dessas pessoas.

Outro pedido da ação civil pública que já foi objeto de acordo entre o MPF, a Caixa Econômica Federal e a Construtora Pizolato diz respeito à contratação de uma empresa para a realização de estudo diagnóstico da situação da ETE-Patos de Minas e a posterior apresentação de um anteprojeto que aponte medidas corretivas para eliminar ou reduzir a liberação de maus odores, possibilitando a implantação das medidas.

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